Cidadão acusado de atirar em desafeto será submetido ao júri

Foto: Valéria Cuter

“Assim agindo, o denunciado deu início a execução de um crime de homicídio que só não se consumou por circunstâncias alheias ? sua vontade”.

É o que está descrito no relatório da denúncia da Promotoria Pública contra Rafael Aparecido dos Santos, que nesta quinta-feira (28) será submetido a um júri popular por ter sido acusado de uma tentativa de homicídio cometida contra Rodrigo Cesar de Campos. O crime aconteceu no dia 25 de dezembro de 2003, por volta das 18h15, na Avenida 3-C nº 161, região da Cohab IV.

No processo consta que neste dia a vítima Rodrigo Campos acompanhado de alguns amigos foi até a casa de Rafael Souza que fazia um churrasco com familiares para cobrar o furto de um boi que havia desaparecido do seu sítio e ambos passaram a discutir. A discussão se transformou em uma briga generalizada na rua.

Foi, então, que Rafael Santos teria entrado em sua casa apanhado uma espingarda cartucheira e atirado contra Rodrigo Silva, atingindo sua região abdominal, causando-lhes graves lesões, sendo socorrido pela equipe de resgate do Corpo de Bombeiros, permanecendo 13 dias internado.

Desde que foi apontado como autor do crime, o réu nega sua participação. Reconhece que esteve na briga, mas garante que nunca teve espingarda. A arma do crime também não foi encontrada.

Na presidência dos trabalhos do julgamento estará o juiz titular da 2ª vara Criminal da Comarca Marcus Vinícius Bachiega, tendo como representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino e na defensoria do réu atuará em plenário a advogada criminalista Adriana Bogatti Guimarães Rizzo. O Conselho de Sentença (júri) será composto por sete pessoas da sociedade que serão sorteadas entre as 25 que foram convocadas.