Chefe da quadrilha que explodiu a DISE foge do Fórum

Um caso, no mínimo, inusitado aconteceu nessa terça-feira com um preso que é apontado como o chefe da quadrilha que participou da explosão da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Botucatu, em novembro de 2008, que estava instalada na Rua Rodrigo do Lago, região da Vila Nogueira (foto).

Esse preso, de nome João Vitor Souza Urias, de 25 anos de idade, também conhecido como JV ou Magrão conseguiu fugir de dentro do Fórum de Bauru, na tarde de ontem. Ele havia participado de uma audiência na 3ª Vara Criminal e após sair da sala do magistrado, pediu para usar o banheiro.

Ele entrou e do lado de fora ficaram um agente penitenciário e dois PMs. Porém o detento conseguiu se soltar das algemas, pular a janela do banheiro e fugir. A evasão só foi constatada depois que os policiais estranharam a demora do detento no banheiro. A preocupação da polícia com esta fuga é muito grande, já que Urias é apontado como um dos maiores traficantes da região e um marginal de alta periculosidade.

Segundo informações colhidas pelo {n}Acontece{/n}, esse cidadão havia sido condenado em fevereiro deste ano a 34 anos de prisão (a maior pena já aplicada a um traficante na região) e sua fuga acabou ganhando repercussão nacional, em razão de sua perspicácia, ou seja, aproveitou uma oportunidade única, evadiu-se a agora está sendo procurado. Ele cumpria pena na penitenciária de Ribeirão Preto e veio a Bauru para ser ouvido em audiência.

Agora toda a rede policial da região está empenhada na captura de Urias e a Secretaria de Administração Penitenciária deverá abrir uma sindicância para apurar se houve negligência na condução e vigia ao detento.

A fuga de Urias movimentou toda a polícia de Bauru, que, inclusive utilizou o helicóptero Águia para tentar sua localização. Entretanto, a operação não teve resultado satisfatória e Urias escapou do cerco. Outra suspeita que vem sendo trabalhada é se havia alguém circulando pelo Fórum, observando a movimentação para dar cobertura a uma possível fuga do acusado.

Foto: Arquivo