Caso da perna encontrada no Rio Tietê tem novo desdobramento

A perna, cortada do joelho para baixo, que pertencia a Maria Helena da Silva de Oliveira de 60 anos de idade e foi encontrada por pescadores no Rio Tietê, na Ponte do Jaú/SP 191 na Rodovia Geraldo Pereira de Barros, dia 3 de julho deste ano, ainda continua gerando muita polêmica e incertezas. Existem fortes indícios de que a mulher tenha sido assassinada e partes de seu corpo espalhadas. Porém, tudo permanece no estágio investigativo.

Estava previsto para a manhã desta segunda-feira o depoimento do ex-delegado de polícia, Jadir Canutto, que é investigado sobre o caso e segundo informações do setor investigativo da Polícia Civil, era “namorado” da mulher que está desaparecida.

Porém, Jadir não compareceu na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), por determinação do seu advogado de defesa, Edson Coneglian (foto). “Tive um problema de ordem profissional e não pude acompanhar meu cliente ? delegacia. Mas ele irá se apresentar, oportunamente, como sempre se apresentou quando solicitado. O que é bom frisar é que ele não é suspeito e sim investigado. Uma coisa é diferente da outra”, salienta Coneglian.

O caso teve um novo desdobramento em razão de uma faca suja de sangue ter sido encontrada na casa do investigado, no Jardim Eldorado. A faca está sendo periciada para saber se o sangue é mesmo da mulher desaparecida. “Essa faca estava na casa da mulher em um imóvel no centro da cidade, onde eles se encontravam regularmente, pois eles não moravam juntos. Possivelmente, quando ele foi buscar algumas coisas pessoais que ficaram na casa, essa faca poderia ter vindo junto. Não estou afirmando isso, estou supondo”, observou o advogado.

Ele revela que a polícia pode ter suspeita, mas nenhuma pista concreta contra Canutto. “Primeiro é necessário encontrar o corpo para que o assassinato seja confirmado. Depois sim é que se deve procurar pelo assassino. Por isso, é necessário que se tenha cautela antes de fazer qualquer ilação ou acusação. Não existe mandado de prisão, nem uma prova sequer de que ele tenha envolvimento no desaparecimento dessa mulher”, frisou Coneglian.

A DIG teve a confirmação de que a perna encontrada era mesmo de Maria Helena, quando a irmã da vítima que se chama Vera da Silva Greguer, de 59 anos, e seu irmão Mauro José da Silva, 63, compareceram na delegacia no dia 2 de agosto. Ambos forneceram amostras de sangue para exame de DNA e o resultado confirmou em 99,99% de que a perna misteriosa era mesmo de Maria Helena, que havia desaparecido de sua casa no dia 24 de junho.

Uma vez esclarecido isso, a polícia passou a realizar um trabalho investigativo para descobrir como era a vida de Maria Helena, assim como seus relacionamentos pessoais. Foi durante esse trabalho que a polícia chegou até ao delegado que era companheiro da mulher. Ele confirma que mantinha um relacionamento amoroso com Maria Helena, mas nega qualquer participação no seu desaparecimento.