Casal de sitiantes é assaltado por quadrilha armada

Os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) estão empenhados para identificar e prender uma quadrilha composta por quatro elementos armados e encapuzados, que na noite desta quinta-feira (3), invadiu um sítio localizado no km 4,8 da Estrada Municipal João Bruder Greguer, que liga Botucatu a Pardinho.

Para intimidar as vítimas os marginais entraram em área do sítio atirando para o ar e um dos projéteis atingiu o batente da porta da sala. Eles invadiram a casa e renderam um casal de idosos: o homem com 59 anos (José Carlos) e a mulher com 48 (Ivanete).

Proferindo ameaças e agredindo o homem com coronhadas na cabeça os ladrões obrigaram a mulher a entregar R$ 3 mil em dinheiro que o casal guardava em casa. Antes de fugir os ladrões amarraram e amordaçaram as vítimas e apanharam mais um relógio de pulso e uma espingarda calibre 28. Não se sabe com que tipo de veículo eles chegaram ao sítio ou se algum outro integrante da quadrilha tenha ficado do lado de fora dando retaguarda ao roubo.

O crime foi cometido por volta das 23 horas e a Polícia Militar só foi acionada ? s 1h30 da madrugada desta sexta-feira (4), depois que as vítimas conseguiram se libertar das amarras. Estiveram no local os policiais militares Fátima e Alex, além da Polícia Técnica Científica. Posteriormente, o caso foi apresentado ao Plantão Permanente ao delegado Antenor de Jesus Zeque e encaminhado ao setor especializado em investigação da Polícia Civil.

“O trabalho investigativo já está em andamento e nossa equipe está empenhada em descobrir a identidade e prender esses marginais que agrediram e roubaram esse casal de sitiantes”, frisou o delegado da DIG e diretor da Cadeia Pública, Geraldo Franco Pires (foto), que não descarta a possibilidade dos cinco elementos dessa quadrilha serem os mesmos que assaltaram o gerente de uma distribuidora de bebidas no Jardim Flamboyant e levaram R$ 40 mil que estavam no cofre do escritório, na noite de domingo último (30 de dezembro).

“Numa linha investigativa temos que trabalhar com todas as possibilidades possíveis e a de ser a mesma quadrilha responsável por esses dois crimes com características semelhantes não pode ser descartada. Estamos levantando pistas que possam nos levar aos criminosos”, disse Franco Pires. Outra possibilidade levantada pelo delegado da DIG é que os crimes tenham sido cometidos por presidiários que foram beneficiados pela saída temporária (saidinha) de Natal/Ano Novo e não retornaram na data e hora especificadas pela carceragem.