Carceragem neutraliza nova tentativa de fuga da cadeia

Depois de impedir uma fuga na Cadeia Pública de Botucatu na tarde de sexta-feira (2), quando 75 presos da 1ª ala estavam no pátio no horário do banho de sol diário e cinco deles havia confeccionado uma corda feita com lençóis e cobertores, conhecida no dialeto carcerário como “tereza”, os presos voltaram a tentar a fuga neste domingo (4). Desta feita estavam preparando um túnel, retirando o vaso sanitário.

Um dos policiais que estava fazendo vistoria pelo lado externo do prédio da cadeia detectou um barulho estranho vindo de uma das celas da ala 1. As celas foram evacuadas e no xadrez 3 (X-3), onde estavam 20 detentos, foi descoberto que o vaso sanitário estava solto e vedado com sabonete para tentar ludibriar os policiais. Um dos presos desta cela seria integrante de uma facção criminosa que age nos presídios paulistas.

Acionado, o diretor da Cadeia Pública, delegado Geraldo Franco Pires, esteve no local para acompanhar o caso. Depois da tentativa de fuga de sexta-feira Pires aventou a possibilidade de realizar uma revista geral (Operação Pente Fino) nas dez celas. Com a ocorrência deste domingo, a revista é dada como certa para ser realizada nas próximas horas.

Franco Pires já havia dito que a polícia tinha consciência de que a tentativa de fuga de sexta-feira não tinha sido a primeira, nem seria a última. “O mesmo vale para esta nova tentativa. Por isso, temos que estar sempre atentos e vigilantes para evitar que isso aconteça”, frisou.

Neste domingo a Cadeia de Botucatu contava com 160 presos, divididos em dez celas. A unidade prisional está, parcialmente, interditada desde o ano passado por determinação da então juíza corregedora, Adriana Toyano Fanton Furukawa e não poderia receber mais do que 120 detentos. Na ocasião dessa interdição parcial, a cadeia estava com sua lotação em torno de 250 presos.

Como está existindo uma rotatividade constante de presos, a população carcerária flutuante faz com que o número exceda o máximo permitido. Isso sem falar que a Cadeia de Botucatu, foi construída para alojar, no máximo, 60 detentos. Outra preocupação da carceragem é que em razão dessa rotatividade 95% dos presos que estão em Botucatu vieram de outras cidades do Estado de São Paulo. Apenas 5% são da região.