Capivara, lagarto e cobra resgatados pela Patrulha Rural da GCM

Nas últimas horas, agentes da Patrulha Rural da Guarda Civil Municipal (GCM), atendendo solicitação da comunidade (fone 199), realizaram o resgate de diferentes espécies de animais que deixaram seus habitats naturais e entraram em área urbana.

Um desses casos foi a captura de uma capivara (hidrochoerus hydrochaeris) na região do Parque das Cascatas ? s margens da Rodovia Domingos Sartori, principal via de acesso de Botucatu ? Unesp. A Capivara é o maior mamífero roedor do mundo. Vivem ? beira de rios e lagoas e é herbívero chegando a causar danos em plantações.

O animal estava em um barranco com grandes ferimentos pelo corpo causados por outro animal em luta pelo domínio do território. Muito debilitada a capivara foi encaminhada ? Unesp e foi atendida por uma equipe de veterinários, mas como estava com infecção generalizada não resistiu aos ferimentos.

{bimg:24579:alt=interna2:bimg}

{tam:25px}Lagarto e cobra{/n}{/tam}

{bimg:24578:alt=interna:bimg}

Já na Avenida Inglaterra, no Jardim Riviera, a captura de dois répteis chamou a atenção e aguçou a curiosidade dos moradores daquela região da cidade. Um deles foi a cobra conhecida como parelheira ou papa-pinto (philodryas patagonensis), que é peçonhenta e seu veneno pode ocasionar lesões nas vítimas. Ela havia entrado em uma casa, que fica ao lado de um terreno com matagal.

Este tipo de serpente vive em locais descampados, mas não são raras ? s vezes em que aparecem em áreas urbanas e, na maioria das vezes, acaba sendo abatida. A serpente foi conduzida ao Centro Veterinário de Animais Peçonhentos (CEVAP), na Fazenda Lageado.

Nessa mesma rua outro animal resgatado em via pública pela GCM foi um lagarto conhecido como téio ou teju (tupinambis tequixim), este totalmente inofensivo e é comumente mantido, ilegalmente, em cativeiro como animal de estimação e come desde insetos até carne em decomposição (carniça) de outros animais.

Já na Rua Carlos Guadanini , no Jardim Paraíso, a Guarda Municipal realizou a captura de um pássaro conhecido popularmente por bem-te-vi (pitangus sulphuratos), que é abundante e pode visto em qualquer região do Município. O pássaro estava com um ferimento na asa esquerda e não conseguia voar.

{n}{tam:25px}CEMPAS{/n}{/tam}

Com exceção da serpente, os animais foram entregue ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (CEMPAS), da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, ficando aos cuidados do professor doutor, Carlos Teixeira, que já atende várias espécies de animais que são encontradas fora do seu habitat natural.

Teixeira é o responsável pelo CEMPAS e tem uma equipe especializada e treinada para cuidar de diferentes espécies de animais silvestres, resultado de apreensões feitas pela Polícia Ambiental, GCM, vítimas de atropelamentos em estradas ou ainda vindos de pessoas que criam os animais e depois resolvem abandoná-los.

Hoje no CEMPAS são mantidos em cativeiro diferentes espécies de primatas (sagüis, macaco-prego e bugios), jacarés, papagaios, gavião carijó, maritacas, corujas, seriema, lobo-guará, jibóias, jabotis, lagartos, gambá, tamanduá bandeira, javalis, entre outros. Um verdadeiro zoológico dentro de um centro de pesquisas científicas.

“Muitos animais que mantemos aqui são condenados a soltura, pois estão muito humanizados, ou seja, não conseguem viver sem a presença do homem e se retornarem ao habitat natural, seguramente, não sobreviveriam. Por isso, são tratados e alguns deles são transferidos para zoológicos ou criadouros conservacionistas. Outros permanecem aqui para serem pesquisados e são base para teses e doutorados. Porém, essas pesquisas não envolvem a eutanásia (morte do animal)”, explicou Teixeira. “Já os animais que foram retirados de seu habitat natural e tiveram pouco convívio com o ser humano são tratados, recuperados e soltos”, complementa.

{n} Fotos: Valéria Cuter