Bombeiro alerta sobre perigo de nadar e pescar nas férias

“Quanto maior o volume de água, maior a correnteza e há buracos e pedras no percurso e o nadador pode sentir fadiga pela correnteza, pode estar em uma área que dá pé e cair em um buraco. Se não tiver habilidade a pessoa pode afundar e se afogar”.

Foi o comentário do sargento Claudenir Celestino, da equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Botucatu, sobre o período de férias do mês de julho onde o número de pessoas que procuram passar horas de lazer ? beira do rio, lagoa, açude ou represa, aumenta consideravelmente, acarretando maior risco de afogamento.

“Na grande maioria das vezes a gente detecta que os acidentes são causados por imprudência das pessoas que não tomam as medidas de segurança quando entram na água, seja a pé, de barco ou mesmo usando outros equipamentos como bóia e jet ski e acabam se afogando”, adverte Celestino sugerindo que as pessoas que queiram maiores dados sobre o tema, pode acessar o site: http://www.sobrasa.org/, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático.

{n}Crianças{/n}

Claudenir Celestino também atenta para acidentes com crianças menores de quatro anos. “Elas não têm como se salvar em água, pois a cabeça é a parte mais pesada do corpo. Em um afogamento, pode acontecer perda de consciência, parada respiratória e morte. A criança, quando fica presa na água, entra em pânico e tenta lutar, inicialmente, segurando a respiração. Então bebe água, vomita e não pode evitar a aspiração da água e vômito nos pulmões”, explica o sargento dos bombeiros.

Alerta que nem só as águas correntes são as vilãs. “Crianças podem se afogar em pouca quantidade de água, como em banheiras, baldes, vasos sanitários e tanques de lavar roupa. Uma criança, mesmo que saiba nadar, pode se afogar. Portanto, deve estar sob a supervisão de um adulto, seja na praia, na lavanderia de casa ou em qualquer lugar em que haja água”, conclui.

{n}Campanha{/n}

Nessa mesma linha a AES Tietê que opera seis eclusas na Hidrovia Tietê – Paraná, deu início a uma campanha educativa a fim de conscientizar a população sobre os riscos de nadar e pescar sem segurança nos reservatórios. No período de férias escolares, há um aumento no número de pessoas que frequentam as represas para lazer. Mas, sem os devidos cuidados, o que poderia ser diversão pode se tornar uma atividade perigosa e oferecer riscos de acidentes e afogamentos.

Por meio da campanha, os pais são alertados para que não deixem seus filhos nadarem desacompanhados nos rios, e os jovens e adultos são orientados para que não nadem após a ingestão de bebida alcoólica e evitem se aproximar das barragens. Também é ressaltada a importância de respeitar as sinalizações e a área de segurança do reservatório (1 km ? montante e ? jusante), onde é proibido o nado e a pesca.

A campanha consiste na veiculação de mensagens de alerta em jornais e rádios locais. A empresa também realiza a distribuição de folhetos educativos em locais estratégicos das cidades do entorno das usinas que administra ao longo dos rios Tietê, Grande, Pardo e Mogi-Guaçu.