Autoridades discutem prisão para adolescentes em Itatinga

Fotos: Valéria Cuter

Na tarde desta sexta-feira (24) autoridades de Botucatu e Itatinga estiveram reunidos para discutir a possibilidade de se instalar em Itatinga uma prisão para abrigar adolescentes infratores, usando as estruturas já existentes do presídio feminino, que está sendo desativado e conta, atualmente, com apenas três detentas. A capacidade física é para 24 presas, divididas em quatro celas, ou seja, seis mulheres por cada cela e um pátio para os banhos de sol.

Nesta reunião estiveram presentes o delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto; o delegado interino de Itatinga, Paulo Fábio Buchignani; o juiz da Vara da Infância Juventude de Botucatu, Josias Martins de Almeida Filho; o promotor de Justiça de Itatinga, Cassiano Gil Zancolli e o juiz Corregedor e da Vara de Itatinga, Davi Oliveira Luppi.

A idéia é dividir o pátio da cadeia em dois, que ficaria separado por uma parede de tijolos. De um lado ficariam duas celas para abrigar as mulheres. que estão no aguardo de transferência para um Centro de Detenção Provisória (CDP). Do outro, mais duas celas para alojar os adolescentes que aguardam internação em uma unidade socioeducativa.

Essa medida seria importante, principalmente, nos finais de semana, horário noturno e feriados em que as pessoas presas (adolescentes e mulheres) não podem ser transferidos. “Se uma mulher, por exemplo, for presa numa noite de sexta-feira ela só poderá ser transferida na segunda-feira”, coloca o delegado seccional Antônio Soares da Costa Neto.

Ele enfoca que em relação aos menores a situação é mais grave, pois não se tem na região um local para que sejam colocados quando são apreendidos em flagrante. Lembra que a cela especial da cadeia de São Manuel foi desativada e se um menor cometer um crime terá que ser liberado, a não ser que o juiz encontre um local para abrigá-lo.

“É essa dificuldade que estamos vivendo e esse projeto de dividir o pátio da cadeia em dois, resolveria o problema de alojar os adolescentes infratores, pois seriam acomodados e não teriam nenhum contato físico ou visual com as mulheres presas, já que uma muralha dividiria os dois pátios”, frisou Soares Neto. “Tanto os adolescentes como as mulheres ficariam em Itatinga apenas por um ou dois dias, aguardando transferência e não haveria superlotação, por causa da rotatividade”, ressaltou Soares Neto.

O caso foi discutido e de comum acordo as autoridades entenderam que o projeto pode ser viável. O próximo passo é fazer um relatório para ser entregue ? Corregedoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública para que esta autorize a separação do pátio em duas alas distintas.