Assassino se entrega e vai responder crime em liberdade

Depois de esperar, estrategicamente, o tempo previsto por lei para descaracterizar o flagrante, o servente de pedreiro Fábio Andrade dos Santos, de 23 anos, se entregou ? Polícia Civil e contou os motivos que o levaram a assassinar Florisvaldo de Jesus, conhecido como “Negão”, de 36 anos de idade. Se não houver nenhum fato novo, ele vai responder pelo crime em liberdade, até seu julgamento que será agendado, oportunamente.

O crime atendido pelos policiais militares Tuono, Moreno, Bento e Da Silva, aconteceu na tarde do dia 18 de dezembro deste ano na Rua Antônio Pedroso Pinto, altura do número 409, na divisa dos bairros Jardim Ciranda e Vista Linda, atrás do Estádio Petrarca Bacchi, do Brasil de Vila Maria.

Ao se apresentar na Central II de Polícia Judiciária, na Vila dos Lavradores, levando a arma do crime, ao delegado Antenor de Jesus Zeque, ratificou as afirmações dadas por sua mulher e testemunha do crime, Joselma Silva Bezerra, de 18 anos, que antes de viver com Fábio Santos, teve um relacionamento amoroso com Florisvaldo que não aceitou a separação e passou a perseguir casal.

O homicida conta que no dia dos fatos, Florisvaldo foi até a casa de sua ex-mulher e passou a ofendê-la, moralmente. Ele interveio e entrou na discussão para defender a companheira e ambos trocaram ofensas pessoais. A discussão transformou-se em luta corporal e os dois estavam armados com facas. Ele levou a melhor e desferiu golpes contra seu oponente. Mesmo ferido, gravemente, Florisvaldo ainda conseguiu andar cerca de 10 metros antes de cair em via pública. Fábio fugiu levando consigo a arma do crime.

Os policiais militares chegaram ao local minutos após o crime, mas Santos conseguiu fugir. “Quando nós chegamos ao local, o criminoso já havia desaparecido e concentramos nossa atenção ? vítima que ainda tinha sinais de vida. Acionamos os profissionais do Serviço Atendimento Médico de Urgência (SAMU), para que o ferido fosse encaminhado ao Pronto Socorro (PS) da Unesp, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital”, lembra o policial Tuono, que apresentou o caso ao Plantão Permanente, ao delegado Celso Taira.