Assassino revela como matou sua companheira

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) efetuou a prisão de Miguel Marques Ferreira, de 19 anos de idade, que assassinou sua companheira Elisângela Rodrigues Coelho, de 23 anos, na madrugada desta quinta-feira, por volta das 1h30. O crime aconteceu na Rua 14, região do Jardim Monte Mor e foi atendido pelos policiais militares cabo Cesar e soldado Márcio que adentraram na casa e encontraram a mulher de bruços na cama, seminua, com um tiro no peito, disparado por um revólver calibre 38.

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Foi Sandra Ferreira, mãe de Miguel Marques que mora na casa vizinha que ouviu o disparo e ao entrar na casa viu a mulher caída na cama e acionou a polícia. “Quando ouvi o tiro fui até a casa do meu filho e vi ela (Elisângela) caída na cama. Meu filho (Miguel Marques) não estava no local e chamei a polícia. Depois que fiquei sabendo que ela tinha levado um tiro. Estou muito triste porque meu filho não é uma pessoa ruim. Não sei o que aconteceu”, comentou Sandra.

O autor do disparo que matou Elisângela, que está sendo assistido pelo delegado Danilo Carreira, se apresentou na DDM na tarde desta sexta-feira, mas como já estava com a prisão temporária decretada, acabou recebendo voz de prisão, no momento em que entrou na delegacia para prestar depoimento.

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“Diante dos fatos e determinada a autoria do homicídio pedimos a prisão temporária, que foi concedida pela Justiça. Por isso não poderia prestar depoimento e responder o processo em liberdade e recebeu voz de prisão. Depois ele relatou que havia enterrado o revólver no quintal de sua casa. Nossa equipe de investigação acompanhou o indiciado até o local e fez a apreensão da arma”, ressaltou a delegada Rose Mary Ribeiro Dias.

A delegada recorda que no dia dos fatos, familiares e vizinhos alegaram que Elisângela poderia estar grávida de dois meses e seria este o motivo do crime, mas a delegada não confirmou essa versão. “Pelas informações que foram colhidas com testemunhas a vítima havia chegado do Estado de Pernambuco há cerca de três meses e passou a morar, maritalmente, com Miguel. Se ela estava grávida de dois meses só o resultado da necropsia vai nos confirmar”, ressaltou a delegada.

Na delegacia, Miguel Marques Ferreira, antes de ser recolhido ? Cadeia Pública local, aceitou em dar entrevista ? reportagem e revelou como o crime aconteceu. Entre outras coisas alegou que o tiro que tirou a vida de sua companheira foi acidental, versão que não convenceu a polícia.

{n}Conheça o que disse o assassino:

Acontece – Miguel, como isso tudo aconteceu?
Ferreira{/n} – Cheguei em casa e vi que alguém saiu correndo…

{n} Acontece – Do interior da casa?
Ferreira –{/n} É. Não sei quem é. Vi só um vulto pulando a janela do quarto. Só sei que saiu correndo e fui correndo atrás com o revólver…

{n} Acontece – Onde estava este revólver?
Ferreira -{/n} Comigo. Mas não atirei porque não vi mais ninguém

{n} Acontece – Então havia uma terceira pessoa?
Ferreira – {/n} Havia. Estava lá, mas não sei quem…

{n} Acontece – E daí?
Ferreira -{/n} Daí eu voltei pra dentro e passei a discutir com ela, perguntei se estava me traindo. E ela veio pra cima de mim…

{n} Acontece – Ela veio pra cima de você que estava com um revólver na mão?
Ferreira -{/n} Foi. Veio tentando me bater e eu estava com o revólver na mão. Ela bateu na arma e disparou.

{n} Acontece – Ela que acionou o gatilho?
Ferreira -{/n} Foi. Ela bateu no revólver e ele disparou. Eu fugi, mas não sabia que ela havia morrido.

{n} Acontece – E o revólver?
Ferreira – {/n} Enterrei no quintal e fugi. É isso que tenho pra falar!

{n} Acontece – E ela estava grávida?
Ferreira – {/n} Ela falava que estava desconfiada, mas não sei…

{n} Acontece – Como você conheceu a Elisângela?
Ferreira – {/n} Ela apareceu no bairro falando que tinha chegado de Pernambuco com uma amiga, acho. Nos conhecemos, ficamos e passamos morar juntos.

{n} Acontece – Vocês se conheceram e já passaram a morar juntos?
Ferreira – {/n} Foi. Ela não tinha onde ficar…

{n} Acontece – Está arrependido?
Ferreira – {/n} Muito. Isso eu nunca tive intenção de fazer.

{n} Acontece – E agora?
Ferreira – {/n} Agora vamos ver o que vai dar, né? Não queria matar ela. Foi acidente

Fotos: Valéria Cuter