Assassino do Residencial Cedro é preso

Fotos: Luiz Fernando

Foi através de um trabalho conjunto realizado entre as forças de segurança da cidade formada pelas polícias Civil e Militar e Guarda Municipal, que um cidadão chamado José Francisco Nascimento Rego Júnior, de 26 anos de idade, foi preso na manhã desta segunda-feira (24) no Terminal Rodoviário de Botucatu, “Dr. Carlos Alberto Melluso”.

Esse cidadão é apontado como autor do assassinato de Francisco Constancio Souza, de 52 anos, conhecido como “seu” Chico e de lesão corporal dolosa contra Paulo Acássio Viotto, de 52 anos, crime que aconteceu na madrugada deste domingo (23) na Rua João Modesto, no Residencial Cedro.

De boné e óculos escuros Rego Júnior foi preso quando aguardava o ônibus para embarcar para São Paulo, com partida prevista para as 11 horas. Entretanto, foi abordado e preso numa ação do agente Maffei e do inspetor Trombaco da GCM. “As forças de segurança estavam empenhadas na captura desse cidadão. Como não era de Botucatu, a probabilidade de que tentaria fugir pela Rodoviária era grande e a vigilância foi redobrada. Logo que chegou ao Terminal foi abordado e na hora confessou ter sido ele o autor do assassinato”, lembra Trombaco.

Em entrevista ao Acontece, Rego Júnior alegou que agiu em legítima defesa e nunca havia se desentendido com as vítimas. “Naquele dia “a gente estava” só nós três na casa e bebemos muita pinga. Num ponto da conversa eles começaram a falar do meu passado, coisa que eu não gosto doutor e viemos a discutir. Eles partiram pra cima de mim e fui pra fora pegar um pedaço de pau (caibro) para me defender e entrei na casa de novo, mas eles não pararam e partiram pra cima de mim outra vez. Então dei as pauladas”, conta Júnior.

Realça que não foi atrás de Paulo Viotto quando o viu fugir. “O seu Chico também quis correr, mas não deixei porque falou que ia me matar. Depois “joguei” ele no meio de uma moita de capim no quintal, troquei de roupa, peguei minhas coisas e fui embora. Como não conheço a cidade direito andei sem rumo muitas horas e perguntei para várias pessoas onde ficava a Rodoviária. Minha intenção era fugir para São Paulo, mas a guarda viu e me prendeu”, relata.

Dentro da mochila do homicida foram apreendidos sete canivetes de diferentes modelos, quatro celulares e uma máquina fotográfica digital. “Agora não tenho o que fazer. Estou arrependido e se não estivesse bêbado não teria feito isso, pois tenho filho pra criar. Foi um lance de bobeira e o certo era eu ter saído quando a discussão começou. Agora não sei e vamos ver o vai acontecer”, disse Rego Júnior.

{tam:25px}{n}Relembrando o crime{/tam}{/n}

Na manhã de domingo (23) a Polícia Civil com o delegado Nelson Burin Neto e os policiais Virgílio, Caio e Altair, com a Guarda Municipal com os agentes Edneia e Odair, atenderam ao caso de assassinato ocorrido durante a madrugada, por volta das 2 horas. O crime ocorreu na Rua João Modesto, no Residencial Cedro, em uma casa usada como alojamento por sete homens, contratados em São Paulo para prestar serviços a uma empresa terceirizada que executa obras no Parque Tecnológico de Botucatu.

Dos sete moradores da casa, quatro haviam viajado para São Paulo. Os três que ficaram depois de ingestão de bebida alcoólica se desentenderam e passaram a discutir, entrando em luta corporal. Um deles, José Francisco Nascimento Rego Júnior, de 26 anos de idade, usando um pedaço de pau (caibro) na mão passou a agredir seus companheiros.

Paulo Acássio Viotto, de 52 anos, depois de receber alguns golpes na cabeça conseguiu sair correndo da casa e chegar até a SP-209 Rodovia João Hipólito Martins – Castelinho, onde apenas de cueca e muito ensangüentado pediu ajuda. Comunicada por populares, uma viatura do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) resgatou o homem e fez seu encaminhamento ao Pronto Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC), onde relatou o que havia acontecido.

A polícia e a GCM foram até o local onde a briga havia acontecido e encontrou o corpo de Francisco Constancio Souza, de 52 anos, conhecido como “seu” Chico em um terreno ao lado da casa com o rosto totalmente desfigurado em razão dos golpes que recebeu. O agressor fugiu.

“A gente morava junto aqui e depois de beber, o Júnior pegou um pedaço de caibro e começou a gritar que era um psicopata e iria matar eu e o seu Chico e passou a nos agredir. Mesmo depois de receber pauladas na cabeça consegui correr para fora da casa, mas o seu Chico ficou lá dentro apanhando e aconteceu isso aquilo”, lembra Paulo Viotto.

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