Assassino de prostituta é condenado a 09 anos de reclusão

“Condeno o réu Bruno Henrique Santos Faustino a uma pena de 09 anos de reclusão em regime, inicialmente, fechado”. Foi esta a pena proferida pelo juiz Marcus Vinícius Bachiega, ? s 18h24, que presidiu os trabalhos do julgamento ocorrido nesta quinta-feira (8) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Subsecção de Botucatu.

Faustino também conhecido como “Tera” foi denunciado como autor de um homicídio duplamente qualificado, com ocultação de cadáver, ocorrido na manhã do dia 20 de dezembro de 2007. O Conselho de Sentença (Júri Popular) que condenou o réu foi constituído por quatro homens e três mulheres da sociedade botucatuense.

Segundo consta na denúncia formulada pela Promotoria Pública, no dia dos fatos Bruno Faustino, teria matado a pauladas a garota de programa, Vera Alice Fortes, que foi amasiada com seu irmão e depois da separação ele passou a beber e acabou morrendo. Faustino atribuiu ? Vera a morte do irmão.

Ainda consta nos autos que durante a ocultação do cadáver, Faustino teve ajuda de Reginaldo Santos, que também foi julgado. Defendido pela advogada Rita de Cássia Barbuio, ele foi inocentado da participação no crime, porém não foi colocado em liberdade por estar respondendo um crime de tráfico de entorpecentes. “Tinha convicção da absolvição, já que nãos existiam provas nos autos contra ele”, colocou a advogada.

No dia dos fatos, ainda de acordo com a denúncia, a mulher estaria se prostituindo nas proximidades do km 20 da Rodovia João Hipólito Martins (Castelinho), nas proximidades do Parque Imperial, quando Faustino chegou ao local e ambos passaram a discutir. O homem, então, apanhou um pedaço de pau e desferiu vários golpes contra a cabeça da mulher, causando-lhe ferimentos que a levaram ? morte. Após o crime Faustino jogou o corpo da mulher em uma vala cobrindo-o com terra, auxiliado por Reginaldo Santos. Somente depois de várias semanas é que o corpo foi encontrado e o trabalho investigativo levou ? polícia ao Faustino.

Como representante do Ministério Público esteve na acusação, o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino, que durante sua explanação aos jurados pediu a condenação do acusado por homicídio duplamente qualificado, seguido de ocultação de cadáver, tese que foi acatada, gerando a condenação de 09 anos.

Foi o advogado criminalista Edson Luiz Coneglian, que fez a defesa de Faustino pedindo a sua absolvição, defendendo a tese de que o crime foi cometido sob violenta emoção, já que o réu sofreu muito com a morte do irmão que se tornou um alcoólatra depressivo por causa da separação.

Pediu a absolvição argumentando que sempre que se encontrava com aquela mulher, ela ofendia seu irmão. Nesse dia (do crime) ela teria feito novas ofensas, ele perdeu a cabeça e cometeu o crime. Depois permaneceu foragido por um ano, mais ou menos, se entregou ? polícia e nunca negou o fato. Após conhecer a sentença Coneglian foi taxativo. “Irei pedir a anulação do julgamento, pois o processo contém muitos erros”.

Fotos: Valéria Cuter