Assassinato de pecuarista resulta em pena de dez anos

Fotos: David Devidé

Uma grande movimentação de pessoas aconteceu no auditório do Tribunal de Júri do Fórum de Botucatu nesta quinta-feira, 1º de agosto, no julgamento do réu José Augusto de Carvalho, conhecido como “Guto”, apontado nos autos do processo como o autor do homicídio doloso, duplamente qualificado, cometido em uma festa de rodeio que estava sendo realizada no Sítio Tijuco Preto (Solano), na zona rural da cidade de Pardinho, dia 05 de dezembro de 2010, por volta das 21 horas, tendo como vítima o pecuarista João Daniel Raniero, na ocasião com 42 anos de idade.

Familiares e amigos tanto do réu como da vítima circularam pelo auditório desde as primeiras horas da manhã. O júri se estendeu até as 20h30, quando o juiz presidente do Tribunal, Marcus Vinicius Bachiega, proferiu a sentença imputando ao réu uma pena de 10 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado. Sete pessoas da sociedade (seis mulheres e um homem) formaram o Conselho de Sentença.

Como Guto está preso há mais de dois anos ele poderá pleitear o benefício de cumprir a pena em regime semi-aberto a partir de janeiro de 2015. Entretanto, em razão de trabalhar na penitenciária, sua pena poderá ser diminuída. A Justiça prevê que para cada três dias trabalhados no presídio o condenado diminui um dia em sua pena.

Descreve o relatório policial que no dia do crime os dois homens, que até então eram amigos e sócios em compra e venda de animais, como bois, cavalos e porcos, se desentenderam na arena do rodeio e chegaram a trocar agressões verbais.

Posteriormente, a discussão continuou fora da arena e chegou ? s vias de fato. Armado com uma faca de cozinha, Guto desferiu seis golpes contra João Daniel, causando-lhe ferimentos que o levaram ? morte e fugiu embrenhando-se em um matagal. Os policiais militares cabo Mayr e soldado Bernardo, estiveram no local e realizaram buscas, mas o acusado conseguiu fugir, aproveitando-se da escuridão. Meses depois Guto se entregou ? polícia e permaneceu preso aguardando seu julgamento.

A defesa de Guto, que queria a absolvição com a tese de legítima defesa, foi feita pelo advogado Ezeo Fusco Júnior, tendo na assistência Edson Felipe de Oliveira. Representando o Ministério Público atuou o promotor de Justiça, Gustavo Roberto Costa, assistido pelo advogado criminalista Roberto Fernando Bicudo, que pleiteavam uma pena em torno de 16 anos.