Após 11 horas de juri, réu é condenado por homicídio

Sob a presidência do juiz Marcus Vinicius Bachiega e tendo o promotor Marcos José de Freitas Corvino, como representante do Ministério Público, foi realizado na quinta-feira o julgamento do jardineiro Delfino Charles da Silva, de 39 anos, denunciado pela Promotoria Pública como o autor do assassinato do pedreiro Ronaldo Ferreira de Senna, na ocasião com 36 anos. Crime aconteceu dia 7 de setembro de 2013, no quarto de uma residência na Rua João Modesto, nº 340, região do Jardim Cedro.

Os trabalhos tiveram início por volta das 9 horas e só foram encerrados às 22 horas com o resultado proferido pelo juiz presidente imputando ao réu uma pena de seis anos de reclusão em regime semi-aberto. A pena ficou abaixo do que pretendia a família da vitima em razão do advogado criminalista Edson Coneglian, alegar homicídio simples e sem as qualificadoras. A tese foi acatada pelo corpo de jurados formado por sete pessoas da sociedade escolhidas por sorteio entre as 25 convocadas.

Vale lembrar que este julgamento estava previsto para ser realizado em maio, mas o advogado de defesa pediu o adiamento. “Entendo que a primeira (reconstituição) prejudicou o réu e continha dados que dificultavam a defesa. Por conta disso e para que o julgamento transcorresse de maneira justa, solicitei que um novo procedimento fosse feito”, disse Coneglian, que  no julgamento teve  ajuda do advogado Roberto Fernando Bicudo.

 

Relembrando o crime


De acordo com o que foi apurado no dia dos fatos junto a testemunhas, o jardineiro Delfino Charles da Silva armado com um revólver invadiu a casa onde e mulher estava morando com seus tios depois de chutar a porta da sala até fazer um buraco. A trancou-se com seus tios e filhos no quarto. Delfino entrou e passou a forçar a porta do quarto tentando entrar. Foi então que ele encostou o revólver (calibre 32) na porta e disparou um tiro que transfixou a madeira compensada e atingiu a cabeça de Ronaldo Senna.

“Eu e meu tio estávamos segurando a porta quando ouvimos o tiro. Meu tio disse: “Cuidado que ele está armado!”  Falou e caiu chão. Com isso o Delfino conseguiu entrar e apontou o revólver contra a cabeça do nosso filho. Pulei em cima dele e entramos em luta corporal e rolar pelo chão. Segurei a mão onde estava o revólver, mas ele com a outra mão pegou uma faca que estava na cintura e passou a me golpear. Com nós dois no chão consegui tirar o revólver da mão dele e ele me deu uma mordida na perna e fugiu com a faca”, contou a mulher, que teve vários ferimentos causados pelas facadas e foi medicada no Hospital das Clínicas (HC) de Rubião Júnior.

Segundo Daniela, o motivo do crime foi em razão de Delfino Silva não aceitar a separação e fazia constantes ameaças contra sua vida. A situação teria piorado ainda mais quando ela foi morar na casa dos tios e ele, além da bebida alcoólica, passou a usar drogas (cocaína).  Tinha contra ele uma medida protetiva da Justiça.

Menos de 24 horas depois do crime, um trabalho de patrulhamento ostensivo/preventivo desenvolvido pela Guarda Civil Municipal (GCM) com o inspetor Belo e agentes Camargo, Carlos e Amâncio resultou na captura do homicida, na região do Condomínio Aldeia no Bairro Demétria.