Advogado adia júri e pede nova reconstituição de crime

O advogado criminalista de Botucatu Edson Coneglian pediu o adiamento do julgamento do jardineiro Delfino Charles da Silva, de 38 anos, denunciado pela Promotoria Pública como o autor do assassinato do pedreiro Ronaldo Ferreira de Senna, na ocasião com 36 anos, ocorrido no dia 7 de setembro de 2013, no quarto de uma residência na Rua João Modesto, nº 340, região do Jardim Cedro.

O adiamento pedido por Coneglian foi para que seja feita uma nova reconstituição do crime.  “Entendo que a primeira (reconstituição) prejudicou o réu e contem dados que dificultam a defesa. Por conta disso e para que o julgamento transcorra de maneira justa, solicitei que uma nova seja feita”, disse Coneglian.

 

Relembrando o crime


De acordo com o que foi apurado no dia dos fatos junto a testemunhas, o jardineiro Delfino Charles da Silva armado com um revólver invadiu o quintal da casa ao lado do crime onde algumas pessoas estavam se confraternizando com um churrasco e perguntou por sua ex-mulher chamada Daniela. Ao perceber que ela não estava no local, deslocou-se até a casa ao lado onde e mulher estava morando com seus tios.

Delfino Silva passou a chutar a porta da sala até fazer um buraco por onde entrou na casa. Quando a mulher percebeu que ele estava arrombando a porta da sala trancou-se com seus tios e filhos no quarto. Delfino entrou e passou a forçar a porta do quarto tentando entrar. Foi então que ele encostou o revólver (calibre 32) na porta e disparou um tiro que transfixou a madeira compensada e atingiu a cabeça de Ronaldo Senna.

“Eu e meu tio estávamos segurando a porta quando ouvimos o tiro. Meu tio disse:  `Cuidado que ele está armado!´  Falou e caiu chão. Com isso o Delfino conseguiu entrar e apontou o revólver contra a cabeça do nosso filho. Pulei em cima dele e entramos em luta corporal e rolar pelo chão. Segurei a mão onde estava o revólver, mas ele com a outra mão pegou uma faca que estava na cintura e passou a me golpear. Com nós dois no chão consegui tirar o revólver da mão dele e ele me deu uma mordida na perna e fugiu com a faca”, contou a mulher, que teve vários ferimentos causados pelas facadas e foi medicada no Hospital das Clínicas (HC) de Rubião Júnior.

Segundo Daniela, o motivo do crime foi em razão de Delfino Silva não aceitar a separação e fazia constantes ameaças contra sua vida. A situação teria piorado ainda mais quando ela foi morar na casa dos tios e ele, além da bebida alcoólica, passou a usar drogas (cocaína).  Tinha contra ele uma medida protetiva da Justiça.

Menos de 24 horas depois do crime, um trabalho de patrulhamento ostensivo/preventivo desenvolvido pela Guarda Civil Municipal (GCM) com o inspetor Belo e agentes Camargo, Carlos e Amâncio resultou na captura do homicida (foto), na região do Condomínio Aldeia no Bairro Demétria. Não reagiu ao ser abordado pelos agentes e confessou a autoria do crime.