Acusado de homicídio tentado enfrenta o júri popular

Fotos – Arquivo

Réu alegou que morava com Andréa há um ano e no dia dos fatos teria perdido o controle em razão de ter misturado bebida alcoólica com remédio controlado

 

Nesta quinta-feira, sob a presidência da juíza Ana Lúcia Schimdt Rizon, o Tribunal de Júri de Botucatu estará reunido para realizar o julgamento do réu Rubens da Costa Júnior, de 36 anos, denunciado pela Promotoria Pública por crime de homicídio tentado, cometido contra sua companheira de nome Andrea A.L., de 43 anos.

O crime ocorreu no dia 16 de outubro de 2012 na Rua Coronel Francisco Prestes, Bairro do Lavapés, região Central da cidade. De acordo com o relatório policial, os agentes do Grupo de Ações Preventivas Especiais (Gape), Pichinin e Trombaco  efetuavam patrulhamento preventivo e comunitário quando ouviram gritos de uma mulher e avistaram populares acenando e solicitando socorro.

Segundo os agentes, a vítima estava seminua, com marcas no pescoço resultado da tentativa de enforcamento, bem como uma lesão na cabeça, consequência das agressões que havia sofrido. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) compareceu no local e conduziu a vítima até o Pronto Socorro (PS) da Unesp, onde ela ficou internada por alguns dias.

Na delegacia Rubens Júnior alegou que morava com Andréa há um ano e no dia dos fatos teria perdido o controle em razão de ter misturado bebida alcoólica com remédio controlado e não se lembra dos detalhes. Disse que discutiu com a companheira e entraram em luta corporal, mas não tinha a intenção em matá-la.


O indiciado foi conduzido até o Plantão Permanente, onde o delegado Paulo Fábio Buchignani deliberou pela sua prisão e tipificou a conduta do mesmo com tentativa de homicídio além de ser enquadrado na Lei Maria da Penha. Ele foi conduzido ao Centro de Detenção  Provisória (CDP) de  Cerqueira César,  onde permanece aguardando o julgamento.

Na defesa do réu estará atuando em plenário o advogado criminalista Vitor Deleo, que terá na assistência o filho Rodrigo Deleo. Embora não  tenham revelado, a tendência dos defensores é desclassificar o crime de homicídio tentado para lesão corporal dolosa. Contrapondo os defensores e representando o Ministério Público estará o promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino. O futuro do réu ficará nas  mãos do Corpo de Jurados que será composto por sete pessoas da sociedade botucatuense,  sorteados entre as 25 convocadas.