Acusado de homicídio se entrega e alega legítima defesa

Nesta segunda-feira, dia 27 de abril, Vinicius  “Wini”  Costa Terra Santos apresentou-se espontaneamente na Delegacia de  Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, acompanhado da advogada criminalista Rita de Cássia Barbuio (foto). Ele que é eletricista e estudante da Faculdade de Tecnologia (FATEC), com 24 anos, está sendo acusado de ter sido o autor do disparo de arma de fogo que atingiu Luan Gustavo da Silva, 20 anos, na madrugada do último dia 19 de abril, na Rua Mário Spera, no Parque dos Pinheiros, em Botucatu.

Luan Gustavo, socorrido em estado grave no Hospital das Clínicas (HC), permaneceu dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), vindo a falecer. A autoria do disparo era desconhecida e apenas foi esclarecida com o comparecimento do próprio autor na Delegacia de Polícia.  Wini Costa apresentou inclusive a arma de fogo que utilizara naquela madrugada.

Segundo sua versão relatada aos delegados  Celso Olindo e Geraldo Franco Pires, naquela madrugada havia uma festa particular no local, inclusive com expedição de convites. Na madrugada surgiu um grupo de pessoas, querendo ingressar na residência onde se realizava a festa particular. O grupo, mesmo sem ser convidado, exigia ingressar na festa, ameaçando a todos e dizendo que mandava ali. O grupo foi impedido pelo proprietário da casa.

Os indivíduos, então, com carros e motos, passaram a fazer algazarra e a ameaçar a todos. Wini Costa decidiu ir embora para evitar maiores complicações. Ao chegar em sua residência, que fica bem próxima do local, quando se preparava para deitar, recebeu ligação de um amigo, muito nervoso, dizendo que a situação estava incontrolável, com as ameaças e brigas.

Preocupado com a integridade dos vizinhos e amigos, ele voltou para o local. Foi recebido pelo grupo, todos com as mãos para trás, indicando que estavam armados. Wini foi recuando e sendo empurrado e encurralado. Em determinado momento, diz que foi violentamente empurrado e, desequilibrado, sacou da arma que carregava em seu bolso, atirando aleatoriamente; sequer sabendo se atingiu alguma pessoa. Na versão apresentada na Delegacia de Polícia, alega ter agido em legítima defesa, já que – segundo ele – “caso não estivesse armado seria morto pelos agressores”. Após prestar depoimento ele foi liberado e deve responder ao processo em liberdade.