Acusado de decepar dedos de desafeto será julgado

O advogado criminalista Edson Coneglian será o defensor do réu Alécio Roberto de Souza, de 34 anos de idade, denunciado pelo Promotor de Justiça Maurício Uemura Shintati, como o autor da tentativa de homicídio cometida contra Pedro Antônio Soares, com 56 anos de idade. O júri acontece na manhã desta quinta-feira (21), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subsecção de Botucatu a partir das 9 horas com entrada livre para o público interessado.

Presidindo os trabalhos estará atuando a juíza Corregedora e titular da 2ª Vara da Comarca, Adriana Toyano Fanton Furukawa, tendo como escrevente Eliane Camarinho Pilan. Na acusação, o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino. Serão 7 pessoas da sociedade botucatuense que formarão o Corpo de Jurados e decidir o futuro do réu.

Consta na denúncia que Alécio Silva que estava acompanhado de outros dois companheiros chamados Maurício Batista, o Marão (já falecido) e Silvio César Chaves (foragido Justiça), atentaram contra a vida da vítima na madrugada do dia 17 de dezembro de 2002, na Avenida Vital Brasil, região da Vila São Luiz.

No dia dos fatos os quatro homens estavam em um bar bebendo quando se desentenderam por motivos banais. Alécio Souza, então, apoderou-se de um facão e desferiu um golpe contra Pedro Soares, decepando-lhe dois dedos da mão esquerda. Os outros dois prosseguiram a agressão atingindo a vítima na região toráxica. Após o crime os três fugiram e a vítima foi socorrida ao Pronto Socorro da Unesp, onde permaneceu sob cuidados médicos. Posteriormente, foi liberado.

Como tese de defesa, o advogado Edson Coneglian, buscará durante seu pronunciamento descaracterizar o crime de tentativa de homicídio para lesão corporal. “A intenção não era matar ou tentar matar. Se assim fosse o golpe que atingiu a mão da vítima teria sido deferida na região do pescoço. É nessa linha que a defesa irá trabalhar”, colocou Coneglian.