Acusado de assassinato será julgado por Júri Popular

Um crime cometido no início da noite do dia em 16 de maio de 2001, na Rua Cassimiro de Oliveira, no Parque dos Comerciários, será julgado nesta quinta-feira (2) por um Conselho de Sentença (Júri Popular) composto por sete pessoas (entre homens e mulheres) ligadas a diferentes segmentos da sociedade botucatuense.

Senta-se ao banco dos réus Valdionor Souza Pereira, conhecido como “Nozinho”, denunciado pelo então promotor Justiça, Maurício Uemura Shintati, como autor do assassinato cometido contra Paulo Antônio Carneiro. Na ocasião, teria agido junto com um cidadão identificado apenas como Marcelo.

Consta na denúncia que no dias dos fatos Valdionor e Marcelo, a mando de uma terceira pessoa alcunhada de “Darinho” (já falecido) teriam invadido a casa e disparado quatro tiros contra Carneiro causando-lhe lesões que o levaram ? morte.

No quarto da casa estava a mulher da vítima, Fátima Sueli César Carneiro que também levou um tiro, mas foi socorrida ? tempo e sobreviveu. Seria ela a principal testemunha, mas morreu três anos depois vitimada por uma doença grave. A filha do casal que também estaria na casa, teria reconhecido Valdionor como um dos assassinos. Ele foi preso em 2008, na Bahia e está recolhido, desde estão, ao Centro de Detenção Provisória (CDP), de Bauru.

Os trabalhos de júri serão presididos pelo juiz Marcus Vinicius Bachiega, tendo como representante do Ministério Público o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino. A defesa de Valdionor será feita pelo advogado criminalista Roberto Fernando Bicudo que já adiantou que irá trabalhar em plenário com a tese de negativa de autoria.

Para o defensor, não existem provas nos autos que indiquem que Valdionor cometeu o crime e a dúvida foi gerada em razão de Carneiro ter assassinado o irmão de Valdionor, mas isso teria acontecido 10 anos antes e depois disso ele foi embora da Cidade para morar em outro Estado.

“Está comprovado no processo que no dia em que o assassinato aconteceu, Valdionor já estava morando na Bahia, onde vivia com a esposa e três filhos e desconhecia que estava com o mandado de prisão decretado. Se surpreendeu quando recebeu voz de prisão”, garante o advogado. “Tenho convicção de que ele é inocente e está preso há quatro anos aguardando julgamento de um crime que não cometeu”, acrescentou Bicudo.