Acusado de assassinato é absolvido por júri popular

Das 9 ? s 17h30 desta quinta-feira aconteceu no auditório da Ordem dos Advogados de Botucatu (OAB) Subsecção de Botucatu, o julgamento do réu Luiz Rodrigo da Silva conhecido como Babão, de 30 anos de idade. Nos autos do processo ele foi denunciado pela promotoria pública por ter assassinado com três tiros de revólver calibre 38, a vítima Willian Aparecido Domingues. Porém, depois de acompanhar o embate entre a acusação e defesa, o júri popular entendeu que o acusado era inocente e o absolveu pela maioria dos votos.

Na presidência dos trabalhos esteve a juíza Adriana Tayano Fanton Furukawa, tendo na acusação o Promotor de Justiça, Marcos Corvino. O advogado criminalista, Edson Coneglian (foto), fez defesa do réu. A juíza convocou 21 pessoas da sociedade botucatuense (entre homens e mulheres). Dessas, sete (seis homens e uma mulher) foram sorteadas para fazer parte do Corpo de Jurados ou Conselho de Sentença.

O réu já havia sido julgado em dezembro de 2008 por este mesmo crime e a maioria dos jurados entendeu, na ocasião, que ele não havia participado do crime. Porém, o Promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino, não aceitou essa decisão e solicitou um novo julgamento e foi atendido. Embora tenha sido absolvido no primeiro julgamento, Babão permaneceu preso por estar cumprindo pena na Penitenciária de Avaré por participação em um duplo homicídio.

“Ele foi absolvido pela segunda vez. Eu procurei mostrar aos jurados que o réu não teve participação nesse crime e defendi a tese de negativa de autoria, como da primeira vez. Felizmente, conseguimos a absolvição e os jurados tiveram o mesmo entendimento daqueles que participaram do primeiro júri. Agora essa história está encerrada e eu fiquei muito satisfeito com a conduta dos jurados” comemorou Coneglian. “Cabe agora ? polícia descobrir o verdadeiro assassino, que continua solto”, sacramentou.

{n}A denúncia{/n}

Consta nos autos que o crime aconteceu no dia 6 de abril de 2006, por volta das 23h30, na Rua Ângelo Dezem, no Parque Marajoara, em frente ? Escola Francisco Guedelha. Luiz Rodrigo da Silva foi denunciado pela promotoria pública por ter disparado três tiros de revólver calibre 38, contra a cabeça de Willian Aparecido Domingues. Segundo dados contidos na denúncia, os dois (réu e vítima) estavam presos em uma mesma cela na Cadeia Pública de Botucatu e se desentenderam. Em razão da desavença, Wiliam teria agredido Luiz Rodrigo e este, por sua vez, jurou vingança.

Ainda de acordo com a denúncia, depois que os dois saíram da cadeia, Babão teria se armado com um revólver e saído ? procura de seu desafeto. Ao encontrá-lo desferiu três tiros ? queima-roupa contra sua cabeça, causando-lhe ferimentos que o levaram ? morte. O promotor ainda descreve que o indiciado agiu de surpresa, impelido pelo sentido de vingança em razão de desavenças passadas não dando chances de defesa ? vítima que estava desarmada.

Foto: Fernando Ribeiro