12º Batalhão comemora Revolução Constitucionalista

Na manhã desta quinta-feira, o 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I), de Botucatu, realizou uma solenidade alusiva ao aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. O evento aconteceu em frente a sede do 12ºBPM/I, e contou com a presença de várias autoridades civis e militares e da Sociedade de Veteranos de 1932 – MMDC – Núcleo 9 de Julho.
O secretário de Descentralização e Participação Popular e historiador, João Carlos Figueroa, fez uma explanação geral dos motivos que originaram a revolução não deixando de enfocar que datas importantes como esta estão sendo esquecidas, principalmente nas escolas.
Ainda durante as solenidades o PM sargento Marcos Roberto Leonardo foi homenageado pelo comando do Batalhão em razão de sua participação na apreensão de mais de 22 quilos de maconha, na primeira quinzena do mês de maio deste ano.
Em seu pronunciamento o comandante do 12º BPM-I, tenente coronel, Cesar Francisco Toma, não deixou de enaltecer os quatro estudantes que morreram em praça pública por lutar pela democracia e viraram heróis nacionais. São lembrados até hoje e as iniciais dos nomes dos quatro são o símbolo máximo do movimento constitucionalista.

{n}O que é MMDC{/n}

Em 1932, o Brasil estava vivendo um período da ditadura varguista (de Getúlio Vargas) em que o país se encontrava sem uma Constituição que formasse uma identidade nacional. Não havia Congresso Nacional, assembléia legislativa nem câmaras municipais.

Contra isso a sociedade paulista começou a se organizar e os estudantes paulistas prepararam uma série de manifestações contra Getúlio Vargas que eclodiram pela capital paulista, em um clima crescente de revolta no dia 23 de maio daquele ano. Um grupo tentou invadir a Liga Revolucionária – organização favorável ao regime e que ficava situada nas proximidades da praça da República.

Os governistas resistiram com armas e acabaram matando quatro jovens: Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade.

Três se encontravam mortos ao final do confronto, o quarto morreu em virtude dos ferimentos, algum tempo depois. Um quinto ferido, o estudante Orlando de Oliveira Alvarenga, morreu cerca de três meses depois e, por este motivo, não teve seu nome associado ao movimento.

As iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo serviram para formar a sigla MMDC que passou a representar uma organização civil clandestina, que, entre outras atividades, oferecia treinamento militar. A esse episódio seguiu-se uma intensa campanha de alistamento voluntário, a 10 de julho, em diversos postos distribuídos pelo estado e veio a culminar com a Revolução Constitucionalista de 1932.

Fotos: Valério A. Moretto