12º Batalhão aposta no Policiamento Comunitário para 2011

Por determinação do comando do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior, de Botucatu, o trabalho da Polícia Comunitária será intensificado durante o ano de 2011. A intenção é que haja maior participação social e o envolvimento de todas as forças vivas da comunidade com a finalidade de buscar mais segurança.

De acordo com o subcomandante do 12º BPM-I, major Jorge Miguel, esta é uma forma da comunidade se inserir no contexto colaborando com as instituições policiais, através de parcerias para encontrar soluções dos problemas ambientais ou sociais, relacionados a crime e insegurança social.

“O modelo tradicional de policiamento enfocava o combate ao criminoso que havia vitimado alguém gerando dano moral ou material. A Polícia Comunitária é uma alternativa que melhor se adéqua ao Estado Democrático de Direito porque visa a prevenção de crimes, o uso e comércio de drogas e a solução pacífica de conflitos”, observou o major da PM.

Explica o PM que a filosofia da Polícia Comunitária possibilita que sociedade e polícia se envolvam em busca dos mesmos objetivos. “Ela antecipa-se e não é meramente reativa. Os bloqueios policiais são ótimos exemplos de ação pró-ativa, pois inibem a ocorrência de diversas práticas criminosas, como roubos e seqüestros”, explica Jorge Miguel.

Policiamento Comunitário, prossegue o subcomandante, é fruto de uma filosofia cuja base é a comunidade e foca suas ações na resolução criativa dos problemas. “Com isso, o PM presta auxílio onde é necessário, otimizando os métodos de policiamento tradicional, promovendo o desenvolvimento da confiança mútua e estabelecendo um raio de ação mais abrangente para o policial, enfatizando a participação e o envolvimento da comunidade”, frisa.

O major da PM salienta que algumas ações básicas fazem parte das ações do policial, entre elas a de conhecer a realidade do local onde trabalha, incentivar o cidadão a participar na identificação, priorização e solução dos problemas e descobrir os anseios e as preocupações da comunidade. “Nesse contexto o policial deve trabalhar de modo a prevenir ocorrências, não esperando os problemas surgirem, agindo de acordo com a ética, responsabilidade e confiança”, prega o major.

Para o subcomandante, o policial deve dedicar atenção especial ? proteção das pessoas mais vulneráveis como jovens, idosos e deficientes, confiando em seu discernimento e experiência e, sobretudo, na formação que recebe para encontrar soluções dos problemas da comunidade.