“Operação Blecaute” paralisa trabalho na Polícia Civil

Fotos: Luiz Fernando

Policiais civis de Botucatu sob a coordenação do delegado Geraldo Franco Pires fizeram, no horário compreendido entre 10 ? s 14 horas dessa quinta-feira (8), um ato público em frente a sede de Delegacia de Investigações Gerais (DIG) se engajando no movimento estadual denominado “Operação Blecaute” com a finalidade de pressionar o governador Geraldo Alckmin a atender reivindicações preteridas pela categoria. Após as 14 horas o atendimento voltou ? normalidade.

Entre as reivindicações dos policiais civis estão o pagamento de salário de nível superior aos escrivães e investigadores, reestruturação e valorização e reajuste salarial das demais carreiras, incluindo os servidores das carreiras administrativas, incorporação do auxílio local de exercício para ativos e inativos, aposentadoria especial com paridade e integralidade e carreira jurídica.

As delegacias da Cidade permanecem de portas abertas, mas a população não recebeu atendimento normal. Os policiais de Botucatu engrossam o movimento da categoria, que ameaça entrar em greve se as reivindicações dos profissionais não forem alcançadas.

A presidente Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, afirma que falta de valorização da Policia Civil foi o principal alvo desta ação com o objetivo de protestar contra a desvalorização e o sucateamento da Polícia Civil impedindo-a de prestar um serviço de melhor qualidade, prejudicando o atendimento e o esclarecimento de diversos crimes, aumentado a impunidade e diminuindo a segurança.

“Esta paralisação tem por objetivo chamar a atenção da sociedade, pedir socorro, contra as péssimas condições de trabalho que o Governo vem impondo ? categoria. Em todas as negociações com o Governo, que vem se estendendo há mais de dois anos, não houve sequer um aceno positivo. O ato de hoje foi apenas um protesto porque a deflagração de um movimento paredista, mesmo penalizando toda a sociedade civil, será o último recurso a ser adotado”, adianta a presidente. “A classe se une em uma luta digna”, complementa.