Doleiro se diz injustiçado e opta passar final de ano na carceragem

Foto e Fonte: Agência Brasil

O doleiro Alberto Youssef, delator na Operação Lava Jato, decidiu nesta quarta-feira (23) permanecer na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, não aceitando o benefício do indulto de Natal concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Youssef considerou que foi injustiçado pelo rigor do acordo.  “Essa foi uma escolha pessoal. Fazendo uma análise dos benefícios que haviam sido propostos e dentro do que se interpretou na decisão que concedeu o benefício, ele interpretou que haveria um rigor excessivo na forma como se interpretaram as cláusulas ali contidas no acordo e que esse rigor acabaria inviabilizando e tornando mais complicada seu contato com os familiares.

Em razão disso ele entende que não deve sair, se sentiu um pouco injustiçado diante da forma como as cláusulas foram interpretadas. Essa é uma posição que ele passou”, afirmou o advogado do doleiro, André Luiz Pontaroli em entrevista à BandNews Curitiba.

Pontaroli não explicou quais são as cláusulas que incomodaram o delator. Em relação aos benefícios concedidos ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, o advogado afirmou que pode ter influenciado a decisão do doleiro. “É algo que pode ter pesado, ter sido levado em consideração, talvez um rigor maior com ele do que com os outros, mas é uma posição pessoal dele”, reiterou o advogado.

De acordo com a defesa de Cerveró, as restrições impostas ao cliente são permanecer monitorado por policiais federais e usar tornozeleira eletrônica. Cerveró segue, na manhã desta quarta (23), em vôo comercial para o Rio de Janeiro (RJ). A defesa não revelou quais seriam as outras medidas impostas ao doleiro. O benefício seria válido entre os dias 23 de janeiro e 02 de fevereiro.