Visita aos cemitérios no Finados ficou dentro do esperado

Fotos: Valéria Cuter

Um número aproximado de 18 mil pessoas passou pelos três cemitérios do Município: Portal das Cruzes, Jardim e de Vitoriana nessa sexta-feira (2), Dia de Finados, para levar flores e visitar os jazigos. O movimento foi constante desde as primeiras horas da manhã até o entardecer.

O Portal da Cruzes que está localizado região central da Cidade, com seus 59.010 sepultamentos distribuídos em 6.400 jazigos é o que recebe o maior número de pessoas, muitas vindas de outros municípios de São Paulo ou até mesmo de outros estados. Mantém a tradição das grandes estruturas de tijolos, concreto, mármore e bronze, além de estátuas e imagens que deixam o cemitério parecendo uma cidade. Por isso, muitos chamam o Portal da Cruzes de Cidade dos Mortos.

“Moro em Americana mas todos os anos viajo até Botucatu para visitar o túmulo dos meus pais. Durante o ano contrato uma pessoa que faz limpeza, pelo menos, uma vez por mês”, disse o biólogo Eduardo Gazzo de Oliveira, de 48 anos. “No jazigo da minha família estão sepultados oito parentes e já avisei que quero ficar aqui também”, observou o aposentado Manoel Rodrigues Marques, de 58 anos.

Durante o dia, Décio Campos, administrador do Cemitério Portal das Cruzes, procurou orientar os visitantes para que dessem preferência por flores não naturais, uma vez que além da durabilidade não precisam ser regadas, o que afasta as chances de proliferação do mosquito da dengue (aedes aegypti). “Correu tudo bem e a rotatividade de pessoas durante o dia ficou dento daquilo que esperávamos”, frisou Campos.

Como parte da tradição que cerca o Dia de Finados, na parte externa do Portal da Cruzes o movimento de vendedores que se posicionaram nas entradas (e saídas) para armarem suas barracas com arranjos de flores, velas, doces, garapa, refrigerantes, sorvete e frutas, principalmente a melancia, foi grande.

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Luiz Antonio Delego, administrador do Cemitério Jardim, na Estrada Municipal José Ítalo Bacchi, s/nº, Jardim Aeroporto, onde estão sepultadas cerca de 8 mil corpos, disse que as visitas são mais rápidas e o trabalho de limpeza não se faz necessário, já que não é permitida a elevação de estruturas dos túmulos com paredes de tijolos e os corpos são sepultados em galerias, no chão, conforme estabelece a Lei Municipal complementar nº134, de 30 de novembro de 1995.

“Embora tivéssemos movimento durante o dia inteiro, nenhum incidente foi registrado. Mas, estamos acostumados, pois as pessoas chegam, fazem suas orações, colocam um vaso de flores e vão embora” contou administrador. “As plantas e ou flores naturais em arranjos acondicionados em vasos descartáveis, são retiradas, conjuntamente, com os vasos, após o murchamento”, acrescentou.