Unesp inaugura prédios voltados ? biotecnologia e biotério

A Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), dá início nesta quarta-feira, dia 19, a mais um importante avanço na consolidação de suas pesquisas nas ciências biológicas. Uma destas etapas é inauguração de dois prédios que irão abrigar a sede do Instituto de Biotecnologia da Unesp (IBTEC) e do Centro de Pesquisa e Produção de Animais (Cepran).

Instaladas em áreas próximas ao campus de Rubião Júnior da Unesp, as estruturas irão possibilitar a ampliação dos focos de pesquisas em biotecnologia, além de modernizar a produção de espécimes usados em tais estudos por toda a universidade. Os terrenos foram doados pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).

Viabilizada através de investimentos do banco Santander e da Unesp- com interveniência da Famesp -, a sede do IBTEC possui 1.512 m² de área construída e ampla estrutura para atender as diversas linhas de pesquisas em biotecnologia. Uma de suas características será integrar laboratórios de outras unidades da Unesp para a viabilização de uma rede associada de estudos em biotecnologia.

Estão instalados, na parte térrea, dois laboratórios, anfiteatro, biblioteca, sala de apoio e vivência, espaço para os pesquisadores, além da administração e secretaria. O pavimento superior engloba um amplo laboratório geral, sala de informática, além de espaços voltados para pesquisas em cultura de tecidos, eletroforese, proteomica, eletroforese, proteomica, laboratório de imagem, sequenciadores, entre outros.

Com esta estrutura, poderão ser realizadas pesquisas voltadas ? agricultura, meio ambiente, saúde humana e produção animal, de forma autossustentável. Todas as ações serão realizadas em parceria com outras unidades da Unesp e empresas do setor privado.

Para o coordenador-executivo do IBTEC, professor Celso Luís Marino, a ideia de unificar as diferentes unidades da universidade espalhadas pelo Estado de São Paulo em torno de um instituto voltado para a biotecnologia representa uma apoio para a inovação tecnológica e desenvolvimento de produtos e serviços na área.

“A biotecnologia tem se modernizado de forma constante e a Unesp pode ser um dos centros de referência na área, ao gerar uma relação entre as diferentes unidades que lidam com a biotecnologia”, ressaltou Marino, que acrescenta na oportunidade do aprimoramento do conhecimento a alunos de graduação e pós-graduação com a criação do IBTEC.

{n}Novo biotério {/n}

Uma das primeiras unidades a ser associada ao Instituto de Biotecnologia será o Centro de Pesquisa e Produção de Animais (Cepran) que terá a capacidade inicial de produção de cinco mil espécimes – inicialmente ratos norvérgicos e camundongos suíços – para uso em pesquisas na Unesp.

Com investimento superior a R$ 2,5 milhões da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos -, o novo biotério central da universidade tem estrutura de 1.034 m² de área construída e dividido áreas específicas para a criação destes animais como expedição (recebimento e despacho), administração, manutenção das colônias e espaço de quarentena.

O local ainda conta com barreiras físicas para controle de e protocolos ambientais e sanitários para a produção destes animais em conformidade com a legislação vigente no país e fiscalizada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Este espaço tem um conjunto de barreiras favoráveis ? produção de animais de alto padrão sanitário. Isso os torna livres de doenças que poderiam influenciar ou mesmo inviabilizar algumas pesquisas”, explica professora Patrícia Pinheiro, do Instituto de Biociências de Botucatu/Unesp (IBB) e presidente da Comissão de gestão do novo biotério.

Onze servidores atuarão no espaço quando do início das atividades, previstas para meados de 2013. Serão seis técnicos em bioterismo, dois assistentes operacionais, além de médico veterinário, zootecnista e biólogo. A previsão é que este número cresça conforme a ampliação do Núcleo e seus consequentes serviços. O atual biotério existente no campus de Rubião Júnior não será desativo em curto prazo, realça Patrícia Pinheiro.

Fonte: Flávio Fogueral
Assessoria de Comunicação e Imprensa IBB Unesp