Unesp inaugura Centro de Pesquisa e Produção Animal

Um novo momento para a pesquisa dentro da Unesp foi concretizado nesta quarta-feira, dia 19, com a inauguração de um complexo de prédios que abrigará o recém-criado Instituto de Biotecnologia (IBTEC) e também do Centro de Pesquisa e Produção Animal. As duas unidades funcionarão próximas ao campus de Rubião Júnior e irão possibilitar a ampliação dos focos de pesquisas em biotecnologia, além de modernizar a produção de espécimes usados em estudos por toda a universidade.

O IBTEC será um centro multiusuário para concentração de pesquisas e desenvolvimento de produtos nas áreas da agricultura, meio ambiente, saúde humana e produção animal, de forma autossustentável. Uma de suas características será integrar laboratórios de outras unidades da Unesp para a viabilização de uma rede associada de estudos em biotecnologia.

Já o Centro de Pesquisa e Produção de Animais (biotério) terá a capacidade inicial de produção de cinco mil espécimes- inicialmente ratos norvérgicos e camundongos suíços- para uso em pesquisas em todas as unidades da Unesp. Foi construído atendendo todas as legislações ambientais e sanitárias vigentes.

Ambas as instalações começarão suas atividades em meados de 2013 após a formulação de regimentos e contratação de pessoal técnico-administrativo. A área para a construção dos prédios foi doada pela Fundação Para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).

A solenidade realizada nesta quarta-feira teve a presença do vice-reitor no exercício da reitoria, prof. Júlio Cezar Durigan, das professoras Maria José Giannini e Marilza Vieira Cunha Rudge (respectivamente pró-reitoras de Pesquisa e Pós-Graduação), além da vice-diretora do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB), Maria Dalva Cesário; do presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC), Edivaldo Velini- também diretor da Faculdade de Ciências Agronômicas- e de José Carlos Vulcano, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.

Para o vice-reitor no exercício da reitoria, Júlio Cezar Durigan, este é um momento em que a Unesp vivencia em suas relações com a iniciativa privada com a proximidade e apoio mútuo para o desenvolvimento de tecnologias. “A universidade precisa do pensar das pessoas e isso é fundamental. Temos realizado um trabalho para este estímulo nas mais diversas esferas, desde a graduação, pesquisa e pós-graduação. E isso tem transformado a Unesp em uma instituição respeitada tanto no Brasil quanto internacionalmente”, declarou.

A Unesp, segundo prof. Durigan, tem investido anualmente mais de R$ 90 milhões para a estrutura de seus campus voltados ? pesquisa. Ressaltou ainda que o Instituto de Biotecnologia localizado em Botucatu é mais um exemplo das parcerias que a universidade tem com a iniciativa privada (o prédio do IBTEC teve verbas do banco Santander). “O desenvolvimento da tecnologia, hoje, tem sido realizado em parcerias que exige esta interação”, complementa.

Coordenador Executivo do IBTEC, professor Celso Marino, fez um breve histórico da construção da estrutura e frisou sua importância para o uso compartilhado de equipamentos e laboratórios multiusuários entre as unidades da Unesp em pesquisas das mais diversas esferas das ciências. “Foi o senso crítico e evolutivo que possibilitou este instituto. A biotecnologia tem se modernizado constantemente e podemos ser um dos centros de referência ao gerar uma relação entre as diferentes unidades que desenvolvam tecnologia seja da universidade ou empresas interessadas”, disse.

Profª Patrícia Pinheiro, presidente da comissão de gestão do Centro de Pesquisa e Produção Animal realçou que o espaço proporcionará a produção de espécimes com qualidade necessária ? s pesquisas. “Os atuais protocolos levam os centros de pesquisa, em todo o mundo, a ter condições adequadas para o uso ético e que priorize o bem-estar do animal”, ressaltou.

A inauguração do complexo expressa o potencial que a Unesp tem dentro das diversas áreas do conhecimento, conforme realçou em discurso a vice-diretora do Instituto de Biociências de Botucatu, Maria Dalva Cesário. “Avanços como estes reforçam o diferencial e a excelência da universidade em todos os seus campos de atuação”, disse.