Unesp faz mutirão para prevenir e tratar doenças da voz

No dia 18 de abril, Dia Mundial Da Voz, a partir das 9 horas, a Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) participará, por mais um ano consecutivo, da Campanha Nacional da Voz. No Brasil, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, coordena a iniciativa. Já em Botucatu, diversos exames serão oferecidos ? população, que é atendida no Centro de Saúde Escola (CSE), localizado na Vila dos Lavradores.

Regina Helena Garcia Martins, professora do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da FMB/Unesp e coordenadora regional da campanha – projeto de extensão mais antigo da FMB/Unesp – lembra que aproximadamente 150 pessoas são atendidas anualmente no CSE por uma equipe de 15 profissionais, entre médicos, docentes, residentes, fonoaudiólogas, aprimorandas e pós-graduandos.

O aspecto mais desenvolvido nessa campanha é a divulgação e conscientização para o uso correto da voz, além da prevenção de doenças. No entanto, algumas cidades também realizam outras ações ligadas diretamente as suas comunidades. “Botucatu é uma dessas poucas cidades que atendem a população durante essa campanha, oferecendo diagnósticos e encaminhamentos para diversos tratamentos”, afirma

O principal objetivo do projeto é permitir um diagnóstico precoce de diversas doenças relacionadas aos órgãos ligados ao uso da voz. Martins destaca três diferentes grupos de indivíduos e os problemas encontrados com maior frequência: 1- Fumantes costumam apresentar doenças como leucoplasia, edema de Reinke, pólipo e câncer; 2- Profissionais da voz (professores, cantores, jornalistas): nódulos e disfonia funcional sem lesão; 3 – Crianças: nódulos, disfonias e calos vocais.

Todos os pacientes que fazem exames no Dia Mundial da Voz, em Botucatu, recebem orientação e encaminhamento para tratamento. “As pessoas diagnosticadas são enviadas aos cuidados do Hospital das Clínicas da FMB e nos casos necessários passam por cirurgias para resolver os problemas”, ressalta a coordenadora do projeto.

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB/Unesp