Unesp envolve professores no acolhimento de alunos

Passar no vestibular, mudar para outra cidade, ficar longe da família e amigos, criar novas relações. Essas situações são encaradas pela maioria dos estudantes, quando ingressam em uma faculdade. Enfrentar as transformações e manter-se tranquilo com os novos estudos e convivências nem sempre é tão simples ou fácil.

Para ajudar os novos alunos a lidar com esses e outros problemas, Faculdade de Medicina/Unesp (FMB), através da Comissão para Assuntos Estudantis (CAE), desenvolve o projeto “Professor Tutor”. “Esse projeto na Unesp de Botucatu já é antigo, mas sempre teve seus altos e baixos. Agora retomamos para torná-lo mais efetivo”, explica Adriana Polachini do Vale, presidente da CAE.

O projeto Professor Tutor busca acolher de forma mais humana e até irreverente os ingressantes do vestibular para os cursos de Medicina e Enfermagem, contando com a colaboração do Serviço de Apoio Psicológico aos Estudantes (SEAPES), que em alguns casos orientam a conduta dos tutores e alunos.

Os alunos são separados em grupos e indicados para um Professor Tutor, que não precisa ser necessariamente professor, mas também pode ser um médico ou enfermeiro do Hospital das Clínicas da FMB. Polachini comenta que tornar-se um Professor Tutor é um gesto voluntário. “Em 2011 tivemos 30 professores tutores, cada um era responsável por um grupo de quatro alunos”, conta.

A partir da definição dos grupos, os tutores ficam responsáveis por marcar encontros com os alunos, além de desenvolver uma relação saudável e solidária considerando as possíveis dificuldades que cada um possa estar enfrentando. “Queremos oferecer aos estudantes a vivência com uma colega mais experiente, que já passou por mudanças iguais e enfrentou diversas situações semelhantes ? s que eles enfrentam. Assim, prevenimos o abandono do curso e facilitamos para quem tem dificuldade em se relacionar. A ideia é se conhecer”, afirma Adriana.

Em 2012, a CAE conseguiu ampliar o número de voluntários tutores para 38 e passará a definir os grupos de calouros por ordem de chegada no dia da matrícula – antes era por ordem alfabética -, mas os novos alunos não são obrigados a participar. A presidente da Comissão também destaca algumas mudanças, como a realização de reuniões bimestrais entre tutores e alunos e a participação de todos na tradicional reunião com os pais, realizada pela Diretoria da FMB.

“No ano passado o projeto surtiu efeitos positivos e ajudamos alunos com problemas. Esse ano queremos sedimentar ainda mais o Professor Tutor e acolher nossos estudantes de forma global, com pessoas que se preocupam com eles”, conclui Polachini.

Fonte:
Sérgio Viana
Assessoria de Comunicação e Imprensa