Um bairrista que ganhou o apelido de Maquininha

Por: Nenê Bueno

 

Um ‘’bairrista fervoroso’’! É assim que pode ser designado o senhor Antônio Cláudio Murales, o Maquininha, irmão do Pitchulin marceneiro, da Cleonice e do famoso mecânico e cozinheiro Nenê Murales, mais conhecido como Rato.

Nascido em Santa Cruz do Rio Pardo em 1942, onde morou por apenas um ano. Recorda-se com muito saudosismo de seu bairro, Vila dos Lavradores, onde fez sua primeira comunhão. Casou-se e batizou seus filhos na igreja Sagrado Coração de Jesus.

Não esquece seus tempos de aluno na escola Dom Lúcio Antunes de Souza e dos jogos de bola, de rodar pião e jogar bolinha de gude na Avenida Major Matheus com seus amigos, também bairristas. Porque Bairro?  Maquininha conta que a região por ser conhecida como ‘’Bairro da Estação’’ então passou a ser chamada simplesmente de Bairro, até hoje.

Com sua idade adulta chegando Maquininha ingressou no Curso de Formação de Telegrafistas (CFT), entre 1956 e 1957 desenvolvendo habilidades de geometria, desenho, tecnologia de oficina, etc. O curso possuía 10 alunos, porém, apenas três concluíram. Seu instrutor foi Antônio Polo, um homem muito conhecido, inteligente e sábio, como avaliou o próprio Maquininha.

Depois de tantos anos estudando e trabalhando na estação (1956-1972), ele lembra um acontecimento triste quando presenciou um acidente entre trens de passageiros que colidiram, por volta de 1965, gerando cinco mortes. Lembranças alegres são das festas de confraternização de seus colegas de Ferrovia.

Ele relata como veio o apelido de ’Maquininha.  ‘’Quando criança brincávamos muito nas fazendas no fim de semana, onde conhecemos um homem muito engraçado chamado Maquininha. Quando voltamos para a cidade eu o imitava. Foi então que começaram a me chamar por esse apelido que até hoje carrego.’’