Trabalho desenvolvido na FCA/Unesp é capa da American Journal of Potato Research

 

destaque-batatasUm artigo sobre pesquisas desenvolvidas na Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, câmpus de Botucatu, foi publicado na edição mais recente da revista American Journal of Potato Research. Intitulado “Phosphorus fertilizer rate for fresh market potato cultivars grown in tropical soil with low phosphorus availability”, o artigo foi destacado na capa da publicação, considerada a mais importante revista científica dedicada a cultura da batata no mundo, com grande visibilidade internacional.

O artigo é parte da tese de doutorado de Adalton Mazetti Fernandes, hoje pesquisador científico do Centro de Estudos de Raízes e Amidos Tropicais (Cerat) da Unesp, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-graduação em Agronomia-Agricultura, sob a orientação do professor Rogério Peres Soratto, do Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal da FCA.

O trabalho teve apoio da FAPESP, CNPq e da ABBA (Associação Brasileira da Batata), além de ter sido desenvolvido na área do Grupo Ioshida, produtor de batata da região de Taquarituba-SP.

A cultura da batata

A cultura da batata tem grande importância mundial, sendo a quarta cultura mais produzida no mundo (atrás do arroz, trigo e milho) e o terceiro alimento mais consumido no mundo (atrás do arroz e trigo). Por ser uma cultura que produz grande quantidade por área em um ciclo curto, o seu cultivo tem sido muito estimulado em países com grandes populações humanas, como China, Índia e Bangladesh.

No Brasil, a batata é atualmente cultivada em aproximadamente 100 mil hectares e, apesar de não ser base da alimentação, tem ganhado cada vez mais importância como alimento nutritivo, versátil e acessível.

A cultura da batata é exigente em nutrientes e, normalmente, os fertilizantes fosfatados são os aplicados em maiores quantidades nessa cultura no Brasil. “Em muitos casos, a dose utilizada pelos produtores fica muito acima do que seria a recomendada para a cultura. Contudo, em solos pobres em fósforo, doses subestimadas podem limitar a produtividade”, explica o professor Soratto. “O nosso estudo calibrou as doses de fósforo mais adequadas para duas das principais cultivares de batata plantadas no Brasil”.