Trabalhadores da CPFL Energia entram em greve nesta segunda-feira na região de Botucatu

Movimento é contra impasse criado pela holding na campanha salarial e foi decidido pelo pessoal da Paulista, Piratininga, Geração e Brasil

CPFL-EnergiaTrabalhadores de quatro empresas da CPFL Energia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (25), como reação à intransigência da holding nas negociações da Campanha Salarial 2016. A data base da categoria é 1º de junho.

Mas, passados quase dois meses do início do processo negocial e seis longas rodadas de negociação com os dirigentes do Sinergia CUT (Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de SP), todas as propostas apresentadas pela bancada patronal foram rejeitadas pelos trabalhadores.

De início, os empresários apresentaram índice de reajuste econômico abaixo da inflação. Depois, só queriam pagar o reajuste a partir de julho. Em todo esse tempo, a CPFL Energia apostou no impasse para tentar cansar a categoria. Diante da intransigência, a resposta dos trabalhadores foi a mobilização.

“A proposta foi rejeitada pela maioria esmagadora dos trabalhadores em assembleias realizadas em várias cidades do interior de São Paulo na semana passada. Os energéticos não abrem mão do aumento real de salários, mas estão de fato cansados é da má gestão organizacional da CPFL Energia, que há anos impõe péssimas condições de trabalho, desrespeita direitos legais, pratica assédio moral e adota práticas antissindicais”, afirma a direção do Sindicato.

Intransigência e intolerância

Semana passada, mobilizações aconteceram em vários locais de trabalho, recusando a proposta patronal. A CPFL Energia entrou com dissídio de greve contra o Sindicato. “Na ocasião, promovemos manifestações de protesto e repudiamos a tentativa da holding de judicializar a negociação, em mais uma atitude de intolerância à manifestação democrática e legítima dos trabalhadores”, denunciam os sindicalistas.

Os trabalhadores decidiram então, em assembleias, entrar em greve por tempo indeterminado para pressionar avanços na mesa de negociação. O movimento grevista envolve cerca de quatro mil eletricitários das distribuidoras Paulista e Piratininga e das geradoras Geração e Brasil, localizadas em dezessete municípios: Campinas, Americana, Itapira, Piracicaba, Sumaré, Lins, Marília, Bauru, Jau, Botucatu, Franca, São Carlos, Jaboticabal, São Joaquim da Barra, Araraquara, Barretos e Araçatuba.

Para a direção do Sindicato, tudo será feito para não prejudicar a população. “O atendimento aos consumidores será mantido, assim como todas as situações de urgência e emergência. Nossa greve também é por mais qualidade da energia que chega à população, em queda pela precarização das condições de trabalho e pela falta de manutenção preventiva”. (Assessoria de Imprensa/Sindicato da categoria)

Outro lado

O Acontece Botucatu entrou em contato com a CPFL Paulista, que enviou uma nota à redação do jornal, confira na íntegra:

“A CPFL Paulista informa que, neste momento (25/7 – 10h30), o serviço de fornecimento de energia, inclusive os canais de atendimento aos consumidores, encontra-se normal em todas as cidades atendidas pela distribuidora.

A distribuidora respeita movimentos dos seus colaboradores que tenham respaldo na legislação brasileira e não adotará sanções para restringir manifestações dos trabalhadores patrocinadas pelos sindicatos, motivada pelas discussões das propostas para o Acordo Coletivo 2016/2017.

A empresa apresentou sua proposta na mesa de negociação realizada na ultima sexta-feira, 22, e aguarda a decisão da assembleia dos trabalhadores.”

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