Torneio de curiós em Botucatu atrai criadores do Brasil

Fotos: Quico Cuter

 

A Associação Ornitológica de Botucatu (AOB) realizou neste domingo um torneio com a presença de criadores de várias regiões brasileiras em evento válido para a somatória de pontos para o Campeonato Brasileiro de Curió, espécie de pássaro muito valorizado pelo seu canto.  A supervisão é do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os criadores se reuniram no Colégio Santa Marcelina e o torneio foi disputado em quatro categorias distintas de canto clássico com repetição e sem repetição. Os cinco primeiros colocados de cada categoria receberam troféus e acumularam pontos para o Brasileiro.  Na categoria “curió pardo” os pássaros foram avaliados por Idalécio Rosa e Iberê Mantovani. Já a categoria “curió preto” foi julgada por Marcos Biscalchim e Alexandre Scarpellini Neto.

“O curió é colocado em uma estaca tradicional e única por cinco minutos e nesse tempo avaliamos seu desempenho julgando cinco quesitos: apresentação, colocação da nota, voz, andamento e melodia. Com a somatória de todos os quesitos chegamos a nota final”, explica Scarpellini. “Muitas vezes acontece de um pássaro se portar bem em uma etapa e na (etapa) seguinte não ter um desempenho satisfatório. Por isso, o campeonato é muito equilibrado”, complementou Biscalchim

O presidente da AOB, Dijon Henrique Salomé de Campos, salientou que Botucatu continua sendo um celeiro de bons pássaros e o campeonato agregou a nata dos criadores do Brasil. “É uma satisfação muito grande recebê-los em Botucatu. Não posso deixar de agradecer a todos que, de alguma maneira, nos ajudaram a realizar esse evento. Sem a essa participação, nada disso seria possível”, disse Dijon Campos.

 

Emoção

Um momento de muita emoção foi quando o presidente da AOB prestou uma homenagem a dois dos maiores criadores do Brasil que morreram recentemente em Botucatu:  Janjão Mendes e Milton Francisco de Oliveira. Os familiares dos dois criadores receberam um troféu em agradecimento ao trabalho que Janjão e Milton sempre  prestaram para a criação e aperfeiçoamento do canto dessas aves. Os dois deixaram uma linhagem nobre que agora estará sob a responsabilidade dos filhos Milton Roberto de Oliveira (Beto) e Marcelo Simões Mendes.

 

 

 

 

 

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