Tactical Shoot de Botucatu grava para o Fantástico

O crime ocorrido em São Paulo onde um menino de 13 anos de idade chamado Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, é apontado como o assassino de seus pais, avó materna e uma tia, na Zona Norte de São Paulo, usando uma pistola .40, gerou repercussão mundial. E foi exatamente esse tipo de arma que trouxe a equipe do Fantástico, da Rede Globo, um dos programas de maior audiência da televisão brasileira, ao empresário Marcelo Danfenback, sócio-proprietário da empresa Tactical Shoot de Botucatu, especializada em armas de diferentes calibres e modelos e cursos de tiro.

A intenção do programa foi mostrar como é o manuseio desse tipo de arma que foi usada para matar a família e se o menino poderia ter efetuado os disparos com a precisão de um profissional. No clube de tiro da empresa, Danfenback efetuou vários disparos e declarou que a arma usada requer habilidade para atirar com precisão.

“O programa queria tirar algumas dúvidas com relação ao manuseio, impacto, técnicas, precisão desse tipo de arma, entre outras coisas e nós procuramos passar nosso conhecimento e emprestar nossa experiência como instrutor de tiro há vários anos”, colocou Danfenback, quem mantém a Tatictal Shoot em sociedade com Paulo Renato da Silva.

Sua opinião com relação a esse crime, supostamente, cometido pelo garoto, é cautelosa. “É difícil emitir opinião a esse respeito, já que não tenho conhecimento do laudo. O que posso dizer é que me pareceu uma cena do crime preparada e achei estranho o local onde a arma foi encontrada com o garoto, após o suposto suicídio. Porém, estou falando aqui de longe sem conhecer a cena do crime. Só saberemos o que aconteceu quando o trabalho investigativo foi concluído, pois algumas dúvidas ainda existem”, disse o instrutor de Botucatu.

{n}O crime{/n}

Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos de idade, é o principal suspeito de matar quatro pessoas de sua família e depois ter se suicidado em duas casas que ficam num mesmo terreno na Rua Dom Sebastião, na Vila Brasilândia. Crimes aconteceram entre a noite do dia 4 e a madrugada do dia 5. Morreram a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, a mãe da policial militar, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, a tia da policial, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos, e o filho do casal, de 13 anos.

A primeira fase da investigação sobre a morte dessas cinco pessoas, na zona norte de São Paulo, indica que o menino de 13 anos possa ter ido ? escola após ter matado a família. A indicação vem da análise de imagens de câmeras de segurança que mostram o carro da policial Andreia Regina Bovo Pesseghini, morta na ação, estacionando em frente ? escola em que o menino estudava, também na zona norte.

A imagem mostra que uma pessoa sai desse veículo, coloca uma mochila nas costas e vai em direção a escola, o que leva a deduzir que essa pessoa seja esse menino que tenha ido a escola. Apesar desses indícios, a investigação ainda não tem o caso como fechado. O que se sabe é que, segundo o Boletim de Ocorrência (BO) registrado no 47º DP, não havia sinais de arrombamento na casa e não houve roubo no local. Os cinco tiros que mataram as cinco vítimas foram certeiros, o que seria difícil para uma criança executar.

A perícia inicial revelou que cada vítima foi atingida por um tiro na cabeça, com uma arma de pistola semi-automática calibre .40, usada pela PM. Essa arma estava por baixo do corpo do filho do casal. Não foi encontrado nenhum outro cartucho de arma que pudesse ter sido usada no crime. No local ainda foi encontrada uma mochila, que seria do menino, com uma faca e uma arma calibre .32, que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, está registrada em nome do pai de Andreia, já morto.

O sargento da Rota entraria ? s 5 horas de segunda-feira no trabalho e a mulher, ? s 9 horas. Como ela não foi ? companhia, um oficial foi checar na residência, mas pensou que não havia ninguém em casa. À tarde, policiais voltaram ? casa, pularam o muro e encontraram a porta entreaberta. Perto da entrada estava a mochila de Marcelo e, dentro dela, um revólver calibre 32.

Anotações na agenda do menino indicam que ele foi ? escola na manhã do dia 5 (segunda-feira). A polícia foi acionada por volta das 18h30. Cerca de 20 viaturas e 60 homens, entre soldados da PM e investigadores da Polícia Civil, estiveram no local. A rua chegou a ser interditada e ficou cercada de vizinhos e curiosos.

http://www.youtube.com/watch?v=VTdJ1tyzj4w