Só voto secreto pode evitar cassação de Demóstenes Torres

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O último trâmite antes da votação que pode tirar o mandato do senador da República Demóstenes Torres aconteceu na manhã desta quarta-feira quando os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovaram pela unanimidade de 22 votos o processo de cassação do senador acusado de ter usado o mandado para favorecer ao empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Eleito pelo estado de Goiás, Demóstenes Torres está apostando suas fichas no voto secreto para se livrar da cassação. Isso não novidade no senado e um dos casos mais complexos foi quando Renan Calheiros (PMDB), depois de perder em todas as estâncias e ficar isolado, conseguiu reverter o quadro com a votação secreta e manteve o mandato, quando sua cassação era dada como certa. Para se livrar da cassação, Demóstenes ter que convencer 41 dos 81 deputados da Casa de sua inocência.

O relator na CCJ foi o senador Pedro Taques (PDT-MT) que explanou em um relatório de 28 páginas, toda a tramitação do processo de cassação no Conselho de Ética do Senado, que foi aprovado na semana passada, tendo como relator o senador Humberto Costa (PT-PE).

Taques disse que não houve máculas no processo, o que garante legalidade ? aprovação do relator. Segundo ele, o colegiado também respeitou os princípios de ampla defesa para o ex-líder do DEM, mesmo depois que Demóstenes questionou no STF prazos e decisões tomadas pelo conselho.

Demóstenes Torres não compareceu ? sessão e foi representado pelo seu advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que usou a palavra por 10 minutos e adiantou que não recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o processo, mas admitiu que o processo contém falhas e provas ilegais.