Sistema da Sabesp transforma lodo do esgoto em adubo

 

A Sabesp realiza obras em Botucatu para ampliar o sistema que seca e transforma o lodo do esgoto em adubo. O projeto já funciona desde o final do ano passado e agora a companhia instala um novo galpão para manutenção e armazenamento do composto de lodo, o que garantirá mais segurança e qualidade na operação. Os investimentos das obras complementares são de R$ 550 mil, com previsão de conclusão para este mês.

Com capacidade para processar até 25 toneladas de lodo por dia, o sistema de secagem e compostagem colabora para reduzir os impactos ao meio ambiente. O processo diminui a emissão de gases do efeito estufa, a utilização de aterros sanitários e os gastos para o descarte dos resíduos. 

Antes, o lodo que sobrava do tratamento de esgoto era transportado a um aterro sanitário em Paulínia (cerca de 150 km de Botucatu). Com a iniciativa, a economia anual estimada é de mais de R$ 1 milhão, correspondente aos custos para descarte e transporte do lodo.

A usina de secagem e compostagem do lodo está instalada junto à Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), em uma área de 1.450 m², dentro do campus da Fazenda Experimental Lageado/Unesp. O projeto é realizado em parceria com a Prefeitura e a Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp (FCA). Foram investidos mais de R$ 800 mil para a implantação dessa tecnologia.

Para a operação da usina é necessário apenas o carregamento com o lodo e o material agregante (matéria seca, como galhos). Atualmente, 15 toneladas de lodo úmido são processados por dia em Botucatu. O material é misturado à poda de árvores e cascas de eucalipto, cedidos pela Prefeitura e por empresas parceiras. O resultado é um novo composto orgânico.

Com sistema moderno e maquinário compacto, a usina tem compostagem automatizada e secagem termosolar que não requer combustão. Todo processo passou por análises e estudos técnicos e o fertilizante final está enquadrado nos padrões exigidos pelos órgãos reguladores. Já há licença de implantação pela Cetesb, e no momento, a companhia aguarda a emissão de licença de operação para que o produto seja registrado junto ao Ministério da Agricultura. Desta forma, o adubo poderá ser viabilizado aos agricultores da região.

Para o superintendente da Unidade de Negócio Médio Tietê da Sabesp, Mário Eduardo Pardini Affonseca, a Cidade é pioneira no assunto. “A transformação do lodo do esgoto em fertilizante contribui também para a despoluição dos rios e mananciais. Outro aspecto de grande relevância da compostagem é despertar a consciência em ações sustentáveis que como essa geram impactos positivos e evitam a criação de passivos ambientais”, explica.

O projeto foi o grande vencedor do 8º Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Ambiental e Sustentável, que avalia os melhores projetos na área e que contribuem para o desenvolvimento da sociedade. Além de receber esse prêmio nacional, a compostagem também foi determinante para que Botucatu conquistasse o selo Município Verde e Azul – prêmio de gestão ambiental do Governo do Estado, no ano de 2014.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Sabesp