Sindicato indica greve na Sabesp a partir de 19 de março

Reunidos na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) na noite desta terça-feira, centenas de trabalhadores da Sabesp  (foto) aprovaram greve a partir do dia 19 de março por tempo indeterminado devido às demissões que estão ocorrendo na empresa. Movimento deverá ter a adesão dos trabalhadores de Botucatu. A Sabesp, de acordo com o sindicato, pretende reduzir a folha de pagamento em 9%, por causa da atual crise de abastecimento que afetou também os cofres da estatal.

Na reunião ficou definido que a paralisação reclama do que chama de “escalada de demissões” em 2015.  De acordo com estatísticas passadas pelo sindicato de janeiro a fevereiro foram demitidos cerca de 400 trabalhadores, e em março já estão agendadas 160 homologações no sindicato. Além do indicativo de greve os trabalhadores aprovaram o ingresso de uma Medida Cautelar preparatória de dissídio coletivo de natureza jurídica por não concordar com as demissões.

Sindicato diz que  80% das demissões atingem principalmente a área operacional da empresa, setor considerado central diante, diante da atual crise hídrica.  “Em um momento de crise não é hora de demitir. Se as demissões continuarem, o trabalho e o serviço à população serão prejudicados”, disse Renê Vicente dos Santos, presidente do sindicato. “Não queremos que a população sofra mais, por isso manteremos um número mínimo de 30% de funcionários nas estações. Cuidaremos também para que funcionários trabalhem em caso de grandes emergências", acrescenta.

Ele aponta que a Sabesp já demitiu 400 e pretende chegar aos 600. “Não podemos admitir isso, os trabalhadores são essenciais em todas as situações. Somos totalmente contra qualquer demissão. Os trabalhadores e a população não podem ser penalizados enquanto a Sabesp quer agradar e atender a demanda dos acionistas”, coloca o sindicalista, realçando que a empresa não comenta as demissões ou informa seu balanço de demissões.  A Sabesp tem 15 mil funcionários e outros 7 mil terceirizados.


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