Shopping continua operando abaixo da capacidade

Para complicar a situação uma das maiores lojas de rede do Brasil, a C&A, que ocupa um grande espaço em local estratégico do complexo está fechando suas portas

 

Em Janeiro deste ano, o Acontece,  seguindo muitos comentários feitos em redes sociais,  publicou uma matéria com relação a falta de interesse de empresários para ocupar os espaços disponíveis para montarem suas lojas. Em maio do ano que vem o empreendimento irá completar dois anos de atividades e ainda se pode observar que muitos espaços ainda não foram comercializados e estão cobertos com tapumes.

Com isso, mesmo tendo capacidade prevista para cerca de 120 lojas o shopping trabalha abaixo de sua capacidade plena. Fala-se que apenas 60% dos espaços estão ocupados. Na ocasião da inauguração, em 29 de Maio de 2014, os empreendedores realçaram que muitos espaços já se encontravam em processo de negociação comercial, o que, de fato, não aconteceu.

A previsão foi que de 15 a 18 meses o shopping estaria operando com sua capacidade plena, porém, não se observa novas empresas ocupando esses espaços montando suas estruturas para iniciar o atendimento da clientela. Já chegando próximo de completar o segundo aniversário muito espaços que seriam das lojas ainda permanecem com tapumes.  

Na ocasião da reportagem, o Acontece procurou a assessoria de imprensa para explicar como estava o processo. Nos questionamentos  (não respondidos) são citados, por exemplo, por qual a razão a maioria desses espaços ainda não foram preenchidos; quantos (espaços) foram ocupados ao longo do ano passado; e quantas lojas estão, atualmente, em atividade no shopping, comparado ao dia da inauguração.

Para complicar a situação uma das maiores lojas de rede do Brasil, a C&A, está fechando as portas. A loja ocupa uma grande e estratégica área do shopping.  Outras lojas diminuíram o número de funcionários, tentando contornar a crise financeira que assola o País ou buscando pessoas que estejam interessadas em alocar os espaços. Tem comerciante alegando que está colocando dinheiro do bolso para manter a loja em funcionamento.

A reportagem esteve conversando com alguns desses lojistas afetados pela crise e que não escondem que a situação está complicada. Muitos estão apostando nas vendas de fim de ano para tentar recuperar as perdas que tiveram nesses últimos meses. Se as vendas não ficarem dentro do esperado, a possibilidade de que outras lojas fechem suas portas a partir de janeiro de 2016 é bastante grande.