Serra de Botucatu continua interditada causando transtornos e prejuízos para moradores e usuários

Um mês. Esse é o período que a Serra de Botucatu na SP-300 está interditada. Mais um mês. Esse é o tempo mínimo de espera que moradores e usuários do trecho terão até que a pista seja liberada.

A previsão foi dada nessa quinta-feira, dia 11, pela Concessionária Rodovias do Tietê. Em nota enviada à imprensa, a detentora da concessão na Marechal Rondon estipula a segunda quinzena de março como prazo para término das obras de reparo, mas condiciona a data às condições climáticas favoráveis, ou seja, se chover nos próximos dias, o tempo de reparo será ainda maior.

A Serra de Botucatu foi totalmente interditada para o fluxo de veículos no dia 11 de janeiro, após as fortes chuvas que caíram na região. O asfalto cedeu em boa parte da pista na altura do Km 237. Desde então, a concessionária não se pronunciava sobre o período de interdição, o que gerou uma avalanche de criticas em diversos setores da cidade.

Transtornos e prejuízos

Moradores locais e usuários do trecho estão sofrendo pesados transtornos, além de considerável prejuízo financeiro. Desvios por estradas vicinais limitadas a carros mais fortes ou enormes voltas por outras rodovias são alguns dos fatores que estão gerando insatisfação.

A opção de desvio é no km 240 leste da SP-300, entrando em uma estrada vicinal, seguindo sentido Pardinho, onde posteriormente vem o acesso a rodovia Castello Branco no km 198, pista oeste. Há desvio no km 227, sentido Bofete e posteriormente pela rodovia Castello Branco, acessando a SP-209 pista Norte e, enfim, retornar para a SP-300 no km 249, onde poderão seguir viagem normalmente. Percurso complexo e muito mais caro.

Moradora de Botucatu, a jornalista Daniela Fioretto trabalha na cidade de Conchas, e vem enfrentando há um mês um verdadeiro calvário. Diariamente ela se utiliza dessa confusa rota alternativa, gastando mais combustível e pedágio, além do desgaste físico e mental.

“Após essa interdição minha vida ficou muito complicada, já que estou literalmente pagando para trabalhar. São aproximadamente 60 km no desvio por Bofete, ou seja, 120 quilômetros por dia para quem viaja ida e volta. São 45 minutos a mais por viagem. Estou gastando o dobro com combustível e pedágio, sem contar o desgaste físico e mental”, coloca.

O comerciante Joel Faggian é morador do Distrito de César Neto, na SP -300 km 233, e também está sofrendo com a interdição. Com necessidades diárias de se locomover até Botucatu, ele elenca as dificuldades encontradas há 1 mês, e que irá se prolongar por no mínimo mais 30 dias. “Eu tenho duas opções, que são o desvio de Pardinho e Bofete, onde vou gastar aproximadamente R$ 100 por dia, ou pela estrada da Indiana, que são 20 km por terra, mas quando chove o carro não passa. O gasto aí é de R$ 60 ao dia mais o desgaste do veículo. Eu preciso ir até Botucatu todos os dias, e apenas moradores da Fazenda Nova América estão autorizados a transitar. Então imagina a minha situação”, relata de forma indignada o comerciante.

Diariamente vários profissionais da Concessionária trabalham no local. A interdição começa na rotatória em frente ao Posto de Combustível localizado no início da Serra. Uma placa foi colocada ainda na Rodovia João Hipólito Martins, a Castelinho, informando os motoristas que o trecho está fechado.