Será que ser criminoso no Brasil é vantagem?

Olha, tem coisas que acontecem que, realmente, é difícil de digerir, como a corrupção política que está encalacrada em todas as esferas do País e não existe nem um leve sinal de haver uma luz no fim do túnel. Por isso, gradativamente, como pessoa física estou evitando, o máximo possível, me envolver com a política, onde parece que o crime compensa. 

A corrupção chegou a tal ponto que hoje é impossível extirpá-la. Há quem entre na política com uma casa e um carro popular e em pouco tempo passa a ser proprietário de frotas de carros importados e suntuosas casas e apartamentos. Só não entendo como o povo suporta tudo e tanto. Por isso é que existe esse desespero de quem está no poder fazer de tudo para permanecer nele a todo custo e tantos outros querendo entrar. Claro que existem exceções, mas são raras.

A despeito da política, também não entendo como as pessoas ainda perdem tempo com coisas supérfluas e que não agregam nada de bom para o desenvolvimento e educação de uma pessoa, como as novelas, por exemplo, que alavancam astronômicos picos de audiência na televisão e ensinam a arte de roubar, trair, dissimular, matar, ser dependente químico, entre muitas outras coisas nefastas. E isso pode fomentar a  imaginação de crianças e adolescentes. É uma apologia (autorizada) ao crime.

Em outros casos pessoas conhecidas nacionalmente cometem crimes com comentários esdrúxulos e totalmente fora de qualquer conceito da lógica. Dia desses falando ao vivo com Galvão Bueno (este um dos maiores falastrões e hipócritas da televisão), o apresentador Luciano Huck chegou ao absurdo de comparar aquela derrota do Brasil para Alemanha, por 7 a 1 na Copa do Mundo, que considerou uma tragédia, aos atentados ao World Trade Center, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001, ação terrorista que resultou na morte de quase 3 mil pessoas. O que dizer de um cidadão que solta uma bobagem criminosa dessas em rede nacional?

Espero que esse imbecil seja sempre lembrado por essa comparação infeliz como o caso de Paulo Maluf, quando cometeu a insensatez de, numa declaração, dar “conselho”  aos marginais: “Se quer estuprar, estupra, mas não mata!”. E se formos aqui citar as besteiras cotidianas ditas por personalidades teríamos que ter um espaço, infinitamente, maior. Ainda precisaríamos de um espaço quilométrico para enumerar os políticos  criminosos que levam a maioria do povo brasileiro à miséria, ao desespero, a fome e a criminalidade.

Também não podemos nos esquecer dos pastores charlatões que ludibriam incautos e  garantem que são usados por Deus e, criminosamente, vendem curas que vão desde unha encravada até aids. Chegam ao exagero da ressuscitação. Pregam, principalmente, a prosperidade e proclamam que quanto mais significativo for o dízimo, maior será a recompensa do Criador.  

Duro admitir isso, mas no Brasil só vai para a cadeia quem não tem dinheiro para arcar com as despesas de um bom advogado. E os crimes são os mais variados. Temos exemplos espalhados por esse imenso Brasil. Do Oiapoque ao Chuí.  Será que neste País, realmente, o crime compensa?