Revista publica patrimônio de vários líderes evangélicos

Uma reportagem publicada nesta sexta-feira (18) em vários meios de comunicação do Brasil revelando dados contidos na revista internacional “Forbes” aponta o ranking dos líderes evangélicos mais ricos do País, com igrejas espalhadas por todo território nacional e também em outros países. Além do patrimônio todos tem um dado em comum: são avessos a entrevistas. Em Botucatu e demais cidades da região igrejas desses líderes citados na revista podem ser vistas em dezenas de bairros.

O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, está no topo da lista com um patrimônio estimado em R$ 1,9 bilhão. Criticado por diversos líderes evangélicos por pregar a “Teologia da Prosperidade”, ele é proprietário da Rede Record, Rede Família, Line Records e Rede Aleluia.

Na relação de religiosos multimilionários também consta o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem, segundo a revista, R$ 440 milhões. O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, é dono de R$ 300 milhões.

Ainda destacam-se na “lista” o missionário RR Soares, o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, com R$ 250 milhões e os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, apóstolo Estevam Hernandes Filho e a bispa Sonia, com patrimônio de US$ 65 milhões R$ 130 milhões, respectivamente.

De acordo com a “Forbes”, os últimos dados do Censo mostram uma forte saída de católicos da respectiva igreja, mesmo o Brasil sendo ainda o maior país católico do mundo, com cerca de 123,2 milhões de fiéis dos 191 milhões de habitantes e agora, contam com apenas 64,6% da população. A proporção já esteve em 92%.

O número de evangélicos subiu de 15,4% em uma década para 22,2%, segundo dados do Censo do IBGE de 2010. A tendência é que a queda do catolicismo continue até 2030 e os católicos cheguem a representar menos de 50% dos fiéis brasileiros.

Outro dado publicado é que a formação de pastor nas igrejas dos líderes acima citados ocorre em geral através de cursos rápidos e alguns chegam a receber salários de até R$ 22 mil. Entretanto, em igrejas mais tradicionais requer-se a passagem por institutos bíblicos e seminários teológicos em um processo mais estrito e elaborado.

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