Reunião traça planos para instalação do Hospital do Câncer

Nesta sexta-feira (27), a sede do Espaço Cultural Convívio Francisco Marins sediou uma reunião para dar prosseguimento ao projeto de instalação de um hospital de alta complexidade para fazer o diagnóstico precoce do câncer, denominado Hospital Associação Oncológica Santo Agostinho (AOSA). Estiveram presentes nesse encontro pessoas ligadas aos mais diferentes segmentos sociais de Botucatu e o deputado federal Milton Casquel Monti, que se engajou na campanha e explicou os trâmites políticos a serem transpostos para que o hospital receba recursos públicos.

“Tudo o que depender desse parlamentar será feito, pois entendo a necessidade de Botucatu contar com uma unidade hospitalar dessa importância para atender a toda nossa região. Sou mais um aliado engajado nesse projeto e vamos trabalhar juntos para sua construção e operacionalidade”, disse Monti.

Um dos pontos discutidos foi a possibilidade de se lançar um carnê, onde contribuintes possam fazer doações mensais de acordo com suas possibilidades financeiras e passem a contribuir para ajudar a construção do complexo hospitalar. O objetivo é arrecadar algo em torno de R$ 2.5 milhões.

O interessado em ajudar também pode procurar qualquer agência bancária e Casas Lotéricas e depositar o valor que quiser em duas contas distintas: Banco Santander – agência 0039, conta 13-007123-3; ou Banco Itaú agência 0223, conta 66.244-6. Maiores informações poderão ser obtidas na sede da Associação Oncológica Santo Agostinho, na Rua Augusto Ceriliane, nº 373 – Vale do Sol; através dos telefones (14) 3814-0837 e 3813-5198 ou pelo e-mail: asagostinho@lpnet.com.br

{n}Começo de tudo{/n}

O projeto para implantação do Hospital do Câncer em Botucatu começou na manhã do dia 25 de setembro de 2010, quando um grupo de médicos da Unesp de Botucatu, de diferentes especialidades, estiveram reunidos na sede do Fiesp/Ciesp, na Rodovia Marechal Rondon, para discutir a possibilidade de sua viabilização, nos mesmos moldes do hospital de Barretos, que atende milhares de pessoas todos os meses.

Entre os médicos presentes estiveram Roberto Sogayar, Eder Trezza, Odair Michelin (Daia), Fausto Viterbo, Joel Spadaro, Valdemar Pereira de Pinho, entre outros. Também se engajaram no projeto deste hospital o Arcebispo Emérito de Botucatu, Dom Antônio Maria Mucciolo, que foi um dos articuladores do Hospital de Barretos, o prefeito João Cury Neto, Câmara Municipal e a Ordem dos Advogados do Brasil – Subsecção de Botucatu.

Na ocasião desse encontro em Botucatu, o escritor Francisco Marins, em nome da família, fez a doação de um terreno de 22 mil metros quadrados, para que o hospital seja construído. Essa área fica em um local privilegiado e muito valorizado no Bairro Vale do Sol, ? s margens da Rodovia Marechal Rondon.

“Estamos lançando hoje a semente para que esse projeto seja viabilizado e atenda a demanda da nossa região. Esse amplo terreno doado pela família Marins foi o primeiro e decisivo passo para que esse hospital, que será gerido pela Unesp, venha a ser construído”, salientou Roberto Sogayar, na ocasião.

Depois desse primeiro passo, outras reuniões foram agendadas entre os médicos e outras autoridades que fundaram a Associação Santo Agostinho para viabilizar estudos do projeto arquitetônico e verbas para sua construção, buscando recursos nos setores públicos e privados.

No dia 15 de outubro de 2010, o médico Humberto Prata, diretor responsável pelo Hospital do Câncer de Barretos, em visita a Botucatu fez uma explanação geral do funcionamento do hospital daquela cidade que se tornou referência internacional.

No dia 18 agosto deste ano, uma comitiva de Botucatu, formada por personalidades e autoridades, liderada pelo escritor Francisco Marins, realizou uma visita ao Hospital do Câncer de Barretos e foi recebida pelo diretor Humberto Prata. O grupo ficou impressionado com a estrutura daquele hospital que atende pessoas de diferentes regiões do Brasil pelo Sistema único de Saúde (SUS) e é mantido com doações.

Fotos: David Devidé