Resgate físico do chupa-cabra será exposto

Começa na noite desta quarta-feira, ? partir das 19h30, a visitação da exposição do escultor Pedro Cesar, que é bastante conhecido na região. Nesse novo trabalho ele estará mostrando seu novo projeto: o resgate físico do chupa-cabra (foto). O projeto que vem sendo desenvolvido há oito anos foi inspirado nas histórias narradas sobre um animal que teria surgido em Porto Rico em 1975 e chegado ao Brasil, nos anos 90.

Para mostrar sua obra, Pedro Cesar, preparou esta exposição em seu galpão na Rua Major Matheus número 8, bem próximo do viaduto da Fepasa que separa o centro da cidade com a Vila dos Lavradores. Para receber os visitantes preparou um clima de expectativa e suspense de sua obra. Além do chupa-cabra, a exposição trará alguns animais, supostamente, atacados pela criatura.

“Tudo que será exposto foi extraído dos relatos de pessoas que, de alguma forma, tiveram contato com essa criatura. Na minha visão de artista o chupa-cabra dos relatos é igual ao da escultura. Vai da cabeça de cada um acreditar se ele existiu ou é um ser criado pela imaginação do ser humano”, frisou o escultor.

{n}O que é chupa-cabra?{/n}

É uma suposta criatura responsável por ataques sistemáticos a animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México e Brasil. O nome da criatura deve-se ? descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue alegadamente drenado. Embora o assunto tenha sido explorado na mídia brasileira, os rumores sobre a existência do misterioso ser foram gradualmente desaparecendo, cessando antes da virada do milênio.

O primeiro ataque relatado no Brasil ocorreu em São Paulo, em março de 1995 no Jabaquara. Boatos correram de que se tratava do Auxiliar de Promotoria Silvio de Aquino, que atacava em suas andanças pelo Parque do Estado. Neste ataque, oito cabras foram encontradas mortas, cada um com três perfurações no tórax e totalmente esvaídas de sangue.

Em 1975, mortes similares na pequena cidade de Corrente (Piauí) foram atribuídas a El Vampiro de Moca (O Vampiro de Moca). Inicialmente suspeitou-se que as mortes estariam relacionadas a cultos satânicos; posteriormente mais mortes foram registradas na ilha, reportadas por muitos fazendeiros. Cada animal teve seu sangue drenado por uma série de incisões circulares.

Logo após os primeiros registros dos incidentes em Porto Rico, várias mortes de animais foram relatadas em outros países como a República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, Brasil, Estados Unidos e México. Existem também relatos de ataques a humanos no Brasil como em Ribeirão Branco e em todos os países que cabras foram mortas.

Também há relatos da presença do chupa-cabra nas fazendas, sítios e chácaras que circundam a cidade de Botucatu, nos anos 90. Porém, os ataques a animais domésticos como ovelhas, cabras, galinhas, patos, entre outros, foram explicados, cientificamente, pelo professor e veterinário da Unesp de Botucatu, Carlos Teixeira, que esteve em vários locais examinando animais, supostamente, atacados pela criatura.

Depois de analisar os ferimentos Teixeira creditou os ataques a cães vadios (que são abandonados na zona rural e formam matilhas), onças, morcegos e até por doenças causadas por vírus ou bactérias. Porém, o mistério do chupa-cabra ainda mexe com a imaginação das pessoas.

Fotos: Valéria Cuter