Quem não é viciado em televisão?

Não posso negar que sou um telespectador. Como a maioria do povo brasileiro. Porém, algumas coisas que acontecem não entra na minha cabeça. Por mais que queime as pestanas. Por exemplo, o que faz uma senhora como Ana Maria Braga, no ar, na maior rede de televisão do país? Definitivamente, essa senhora que pensa que tem 15 anos, perdeu o sendo do ridículo.

Infelizmente é complicado dizer isso de uma senhora, mas Ana é ruim em todos os aspectos. Principalmente quando tenta fazer uma coisa que qualquer um percebe que ela não tem nenhuma aptidão: cozinhar. Sobre cozinha, pior mesmo foi a Angélica lançar um livro de receitas. Meu Deus do céu! Essa mulher, numa cozinha, não sabe nem esquentar água.

Também não entendo porque o maior gênio da televisão brasileira de todos os tempos está fora do ar. Estou falando de Chico Anísio que agora luta, bravamente, contra uma doença, porém, ficou na “geladeira global” por vários anos. E foi por ele que dezenas de talentos do humorismo nacional se revelaram como Tom Cavalcante, Pedro Bismarck, Eloísa Perrissé, só para citar alguns exemplos.

E o BBB (Big Brother Brasil), com seu show de baixaria, que dá um lucro obsceno ? Rede Globo? Definitivamente a cada ano vem piorando, tanto o nível do programa como o dos seus participantes. Este último (BBB-11), por exemplo, ultrapassou todos os limites do tolerável. Nenhum participante se salva. Dificilmente conseguirão juntar de novo um grupo tão ruim de pessoas. Lamentável! Defino o BBB como um grupo de desocupados que são confinados para ficarem três meses sem fazer nada.

E a programação de baixo nível por aí vai desfilando na tela dos canais da televisão brasileira, com os programas de auditório, tendo como apresentadores tanta gente ruim que se cogita a volta triunfal de João Cléber. Misericórdia! A única maneira de se livrar deles é apertando a tecla do controle. Abençoado controle.

Galvão Bueno? Como é que pode esse cidadão ter todo esse privilégio dentro da Rede Globo? Nunca é demais repetir que esse Galvão que fez com que Rubinho Barrichelo passasse a ser ridicularizado por todo Brasil. Tá certo que o Rubinho não é um piloto de ponta, longe disso, mas afirmar que ele seria o substituto de Airton Senna, foi demais.

E não dá para assistir os jogos da Seleção Brasileira, com Galvão narrando. O que ele fala de besteira durante a transmissão é coisa de cinema. Também mostra sua parcialidade quando times do Rio de Janeiro jogam contra os de São Paulo ou de outros estados brasileiros. A “carioquice” e a hipocrisia do homem irrita qualquer ser humano. Por isso é sempre “carinhosamente aclamado” em qualquer lugar que vá.

Na verdade, o certo seria assistir tudo que a televisão nos apresenta e separar o joio do trigo. A decisão soberana é do telespectador. O controle remoto é a uma arma para tirar do ar uma programação voltada apenas para interesses comerciais. Acho que merecemos mais do que esse leque de opções que nos dá a TV aberta. Felizes aqueles que têm TV a cabo e podem desfrutar de uma gama enorme de variedades e filmes.

Não podemos nos esquecer das novelas. É impressionante o que elas fantasiam a vida das pessoas. E os capítulos, habilmente escritos pelos autores, mexem com a opinião pública. Melhor: formam opinião. Quantas e quantas pessoas não comparam suas vidas com a vida dos personagens das novelas? Centenas de milhares.

E a novela sabe ensinar muito bem o jovem a “arte” de fumar, beber, trair, matar, agredir, manipular, etc. Ou não? Mas, falar de novelas, por mais malefícios que elas possas causar, principalmente, ? s crianças, é chover no molhado.

Evidente que temos bons programas na nossa rede de televisão aberta. Ocorre que muitas vezes o telespectador acaba sendo induzido a assistir uma programação de baixo nível. Afinal, a propaganda não é a alma do negócio? Mesmo que enganosa. Não fosse assim muita coisa já teria sido tirada do ar. A verdade é que a televisão é assim: deu audiência fica no ar, independente da qualidade do programa. Assim caminha a mediocridade.