Psicopedagogo vai ministrar palestra sobre autismo em Botucatu

Nesta segunda-feira, a partir das 9 horas, o professor Eugênio Cunha irá ministrar uma palestra sobre autismo e inclusão social, no anfiteatro da Escola Cristã de Botucatu instalada na Rua Amando de Barros, nº 100, região central da central da Cidade, com entrada franca para o público interessado.

Cunha é doutorando e mestre em educação, psicopedagogo, jornalista, palestrante, pesquisador, professor do Sistema Montessori e da Faculdade Cenecista de Itaboraí e autor de quatro livros: “Afeto e aprendizagem”, “Autismo e inclusão”, “Afetividade na prática pedagógica” e “Práticas pedagógicas para inclusão e diversidade”, todos publicados pela WAK Editora.

Segundo Cunha, o autismo tem demandado estudos e indagações, permanecendo ainda desconhecido de grande parte dos educadores, possuindo diferentes níveis de gravidade e está relacionado com outros sintomas que começam na infância. Entende, porém, que o aluno com autismo não está desprovido da sua condição de aprendente no espaço escolar.

“É fundamental que a educação seja centrada prioritariamente no ser humano e não na patologia, tornando indispensável um currículo que extrapole as concepções de deficit e torne a prática pedagógica rica em experiências educativas. Transforme as necessidades do autista em amor pelo movimento de aprender e de construir. Conceda-lhe autonomia e identidade. Este é um olhar psicopedagógico”, diz o especialista.

Em um dos seus livros ele traz um olhar pedagógico sobre a diversidade discente, contemplando distintas necessidades educacionais especiais, apresentando propostas para a atuação do professor na escola inclusiva, fundamentando-se em pertinentes teorias de ensino e aprendizagem e, principalmente, na vivência em sala de aula.

“Muitas vezes, não sabemos o que fazer quando recebemos alunos com necessidades educacionais especiais. Como educá-los? Como incluí-los? A resposta a essas questões, presentes no cotidiano escolar é reconhecer que a inclusão refere-se, em sua essência e legitimidade, a toda a educação e é relevante a compreensão de que os alunos adquirirem identidade própria”, diz Cunha. “Todos nós possuímos traços particulares que ao mesmo tempo nos distinguem e nos aproximam; características indissociáveis da condição humana, que devem fazer parte das ações educativas, na construção de uma escola para a diversidade”, acrescentou o psicopedagogo.