Promotoria investiga cartel de gasolina em Botucatu

A pedido do Ministério Público, por intermédio do promotor de Justiça, Paulo Sérgio Abujamra, o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon), fez o levantamento técnico do preço da gasolina que é praticada nos postos espalhados por Botucatu e mantém uma margem de preços muito parecidos.  A suspeita do promotor é que pode estará havendo um cartel na cidade.

Cartel é um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

“Realmente fomos procurados pelo doutor Abujamra e ele nos solicitou esse levantamento em todos os postos de gasolina da cidade. Preliminarmente, podemos dizer que os preços são bastante parecidos. Fizemos um comparativo, buscando coletar dados dos postos, assim como o preço que cada uma pratica. Tudo isso já foi feito e será entregue na próxima sexta-feira à Promotoria”,  colocou o coordenador do Procon de Botucatu, Márcio César Lopes da Silva.

Ele, entretanto, não quis adiantar os números obtidos no levantamento.  “Não podemos adiantar os resultados, já que outros  (dados) poderão ser solicitados. O que posso dizer é que a primeira fase foi concluída, com sucesso”, disse o coordenador, realçando que outros levantamentos sobre suspeita de cartel da gasolina em Botucatu já foram feitos, mas a prática não foi caracterizada.

“Esse tema é bastante polêmico e sempre é motivo de discussão entre os consumidores, pois em outras cidades, comparativamente, o preço é mais acessível e isso acarreta suspeita”, colocou Silva, lembrando que o Procon de Botucatu funciona em uma sala no complexo da Casa do Cidadão, na Rua Cardoso de Almeida, 1001,  Centro , no horário comercial.