Projeto Bem Te Vi promove jantar dançante

O projeto socioeducativo Bem Te Vi promove em Botucatu no dia 9 de agosto, às 20 horas, um jantar beneficente dançante, no Espaço Daruma. Atualmente o projeto atende 50 crianças do bairro Santa Maria I com atividades artísticas, pedagógicas e culturais inspirada pedagogia Waldorf, no contra turno escolar  necessita de uma reforma. Ele conta com apoio do Fundo Social de Solidariedade (FSS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

O Bem Te Vi foi desenvolvido em 2011 por uma equipe constituída por membros da Associação de Moradores e Amigos (AMA) do Bairro da Demétria e Aliança pela Infância, com a participação da Associação Assistencial e Pedagógica Aitiara (APA) e Escola Municipal Elda Moscogliato. Os ingressos para o jantar podem ser adquiridos na sede do Fundo Social de Solidariedade (Rua General Telles, 1434 – Centro). Outras informações pelos telefones (14) 3813-8504 e 3813-8446.

 

O Projeto

 

Mantido pela Associação Comunitária João de Barro, o Projeto Bem Te Vi atende crianças e adolescentes moradores do Bairro Santa Maria – considerado um bairro de alto grau de vulnerabilidade social. Conta com a parceria do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria Estadual de Assistência Social,  Prefeitura de Botucatu e Fundo Social de Solidariedade.

Começou suas atividades em outubro de 2011 como uma iniciativa piloto, dentro das instalações da Escola Elda Moscogliato. E, a partir de 2013, passou a ter sua sede próxima ao Bairro Santa Maria, estreitando ainda mais os laços com a comunidade atendida.

De acordo com a diretora Caren Sarteschi, as crianças permanecem no contraturno escolar, envolvidas em atividades pedagógicas, artísticas e culturais inspiradas na Pedagogia Waldorf. “Desta forma, protegidas dos inúmeros riscos das ruas, recebem alimentação para o corpo e para a alma. Aliado a tudo isto, é realizado um trabalho de acompanhamento e orientação das famílias”, diz a diretora.

As atividades diárias, continua Sarteschi, mesclam artes, apoio escolar, manualidades e, principalmente, considera-se o eixo da ação a valorização da convivência saudável e de valores morais. “Buscamos promover o desenvolvimento intelectual, emocional e social através de atividades artísticas e pedagógicas”.

No projeto as crianças desenvolvem costura, iniciação ao crochê (crianças menores), objetos em argila, dobraduras, pintura com tinta e giz de cera, bordado em ponto cruz, dentre outros. Têm iniciação musical com flauta doce.  “Desenvolvemos atividades articuladas entre si, destacando aquelas voltadas ao desenvolvimento da comunicação, da sociabilidade, resgatando a autoestima, o respeito, a afetividade e a gentileza no relacionamento com o próximo”, explica a diretora.

Semestralmente é elaborado um relatório de avaliação e cada criança e cada família são observados em sua especificidade. “Não é possível estabelecer regras que generalizem. Percebemos que, cada qual reage de uma forma – seja positiva ou negativamente. O importante é alcançá-los, buscando promover a superação dos desafios dessas crianças e, algumas vezes, até de seu núcleo familiar. Assim, as famílias são visitadas por uma assistente social e a professora que os acompanha durante o ano”, explana Sarteschi. 

No trabalho com as famílias, o objetivo é fortalecer os vínculos familiares e de cidadania; e incentivar o compromisso ativo da família com a educação dos filhos, além de buscar a integração das famílias em ações comunitárias, fomentando a busca de identidade social comum a este novo bairro, no intuito de construir uma força para a cooperação mútua e acesso aos direitos.