Primavera aumenta enxames migratórios de abelhas

Como árvores floridas na primavera são um chamariz às abelhas, inclusive as africanizada, a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) de Botucatu informa, através de Valdinei Campanucci da Silva, agente de saúde pública,  que apesar do som produzido assustar, elas aproveitam esta época de florada para buscar alimento (polinização). Isso significa que não estão defendendo um território.

“É muito comum um enxame migratório de abelhas africanizadas utilizar árvores como local de descanso de 12 a 48 horas e depois seguirem viagem em busca de um abrigo. Neste caso as abelhas ficam todas agrupadas em forma de cacho e dificilmente atacam por não terem um território para defender”, explica.

De acordo com Silva, o principal causador de acidentes são os enxames fixos, ou seja, aqueles que estão localizados nas edificações, mobiliários, árvores, entre outros. “Neste caso as abelhas defendem a colmeia que contêm os favos de alimento e cria, sendo assim maior o risco de acontecer acidentes”, coloca.

Ainda assim é orientado à população notificar junto à Vigilância Ambiental pelo telefone gratuito 150, a presença de quaisquer enxames de abelhas para avaliação. Caso seja um enxame fixo, a VAS ou Corpo de Bombeiros fará a captura dos insetos de forma segura. No primeiro semestre (janeiro a junho) deste ano a retira de enxames de abelhas liderou o ranking de serviços da Vigilância Ambiental de Botucatu com 849 solicitações.

“Além disso, já instalamos desde o ano passado mais de 30 caixas-iscas que tem ajudado na captura destes enxames na área urbana do Município. As abelhas capturadas são encaminhadas ao setor de apicultura do Departamento de Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp”, informa o agente de saúde.