Pesquisador mexicano conhece IBB e realiza pesquisas com própolis

Durante três meses, o Instituto de Biociências de Botucatu/Unesp (IBB) recebeu a visita do professor Jesús Efrain Alday Noriega, vinculado ? Universidade de Sonora, México, para pesquisas com própolis e sua relação com a imunidade. O professor é especializado em Bioquímica e tem desenvolvido seus trabalhos no Departamento de Microbiologia e Imunologia do IBB.

A vinda de Noriega ao Brasil foi motivada pelas publicações e linhas de pesquisa com própolis realizadas pelo professor do IBB, José Maurício Sforcin. Ambos têm realizado, em seus países, estudos sobre a eficácia da própolis- a qual pode variar em função da região geográfica e da flora local.

Desde outubro, o pesquisador mexicano tem analisado o desempenho da produção de monócitos – células desenvolvidas na medula óssea e essenciais para a imunidade do organismo – auxiliado pelo tipo de própolis obtida no México. O extrato é incubado com estas células para a posterior avaliação da produção de moléculas imunológicas.

“Estudos relacionando o uso de própolis para modular o sistema imunológico humano já ocorrem em diferentes partes do mundo. É importante, agora, avaliar os efeitos da própolis produzida no México para comparar com a ação da própolis produzida em Botucatu, utilizando técnicas de pesquisa que o professor Noriega não havia utilizado”, frisou professor Sforcin. “Com este trabalho podemos analisar as diferentes propriedades biológicas das amostras encontradas nos dois países”, acrescenta Noriega.

O pesquisador mexicano desenvolverá suas atividades no Brasil até a primeira semana de janeiro. Além da pesquisa iniciada no IBB, o mexicano ainda ministrou aulas na disciplina Tópicos Especiais, realizada nos dias 10 e 11 de dezembro e oferecida aos programas de Pós Graduação em Patologia e em Biologia Geral e Aplicada, vinculados ? Faculdade de Medicina de Botucatu e ao Instituto de Biociências, respectivamente.

Há perspectiva, ainda, de que a visita de Noriega viabilize acordos de intercâmbio entre a Unesp e a Universidade de Sonora. “Esta possibilidade de acordos internacionais é benéfica, pois há pesquisas em diversas áreas que poderão ser viabilizadas entre os especialistas destas universidades”, finalizou prof. Sforcin.

Fonte: Flávio Fogueral
Assessoria de Comunicação e Imprensa IBB Unesp