Pesquisa da FMB solidifica sua importância no País

A Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) tem consolidado posição de destaque no cenário nacional. O Ministério da Saúde publicou a Portaria MS/SCTIE Nº4, de 12 de março de 2015, que instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para definição de diretrizes gerais

De acordo com a Portaria, o GT deverá propor um novo modelo de gestão da rede nacional de pesquisa clínica, elaborar uma proposta de regimento interno, além de elaborar diretrizes para o trabalho em rede. “É um aspecto importante e que pode mudar a forma como essa rede funcionará no Brasil. Acho que a participação da FMB se deve a nossa competência adquirida e instalada”, explica o professor adjunto da FMB Carlos Antônio Caramori (Livre Docente em Pesquisa Clínica e membro do GT). 

No dia 3 de setembro foi realizada a primeira reunião por videoconferência do GT que contou com a participação de representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (DECIT/MS), FMB, Universidade Federal Fluminense/RJ, Fiocruz e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP). Foram apontados pontos cruciais para o desenvolvimento de uma política de harmonização da RNPC e estratégias para enfrentamento dos problemas existentes. Uma das propostas pretende estabelecer projetos financiados e elaborados diretamente pelo DECIT/MS, com apoio de um comitê técnico científico para o desenvolvimento exclusivo na RNPC.

 

PG em Pesquisa Clínica

Consolidando a importante posição assumida pela área, teve início na semana passada o Programa de Pós-Graduação (PG) em Pesquisa Clínica da FMB, um dos poucos existentes no país. Como parte da programação de abertura, foi realizada na tarde de quarta-feira, 2 de setembro, na Sala da Congregação da FMB, uma palestra com o professor titular da Unifesp Arnaldo Lopes Colombo, consultor da CAPES/MEC na área do programa. O especialista discorreu sobre o tema “Reflexões sobre o Mestrado Profissional e suas Tendências”. Participaram do evento professores, residentes, servidores técnico-administrativos, além de alunos da Pós-Graduação e de diferentes cursos da Unesp.

Na sexta-feira, 4 de setembro, o Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) sediou a aula inaugural do Programa de PG em Pesquisa Clínica. Dez alunos acompanharam o conteúdo ministrado pelo professor Carlos Antônio Caramori. “No Cevap, foram criados dois produtos biológicos cujos ensaios clínicos foram desenvolvidos com o apoio da Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin) da FMB, fruto de intensa capacitação de recursos humanos, voltados para a pesquisa clínica, e que, agora, culmina com o programa de PG em pesquisa clínica”, enfatiza o professor Caramori.

O programa de PG em Pesquisa Clínica é um curso de mestrado profissional que visa formar profissionais competentes para oferecer apoio na formulação, logística e execução de projetos de pesquisa orientados aos seres humanos (Pesquisa Clínica) em todas suas modalidades. “Essa competência permite tomada de decisões e ações que auxiliem o pesquisador a cumprir exigências metodológicas, regulatórias e bioéticas (nacionais e internacionais) para obter resultados confiáveis para o uso no sistema de saúde”, complementa Caramori.

É uma preocupação do programa desenvolver plano contínuo de qualificações que serão implementadas em atenção a demanda da indústria de medicamentos, insumos, dispositivos e de biotecnologia. Também prestará orientação necessária para a devida colocação profissional dos formandos, de maneira que possam ser contratados no mercado de trabalho logo após a conclusão do programa de pós-graduação.

O curso, de duração de dois anos, tem processos seletivos semestrais e suas atividades didáticas presenciais ocorrem preferencialmente às sextas-feiras. Outras atividades online e cursos à distância, como o da parceria com o “National Institutes of Health – Clinical Center – EUA”, também fazem parte do programa.

 

Pesquisa Clínica

“Qualquer investigação em seres humanos, objetivando descobrir ou verificar os efeitos farmacodinâmicos, farmacológicos, clínicos e/ou outros efeitos de produto(s) e/ou identificar reações adversas ao produto(s) em investigação, com o objetivo de averiguar sua segurança e/ou eficácia.” (EMEA, 1997)